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A inclusão do aluno com deficiência na escola comum

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
educação
Faculdade
UNIASSELVI

Informações do trabalho

Adriana M.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
6 páginas
Nível
Para todos
Consultado
2 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. A inclusão do aluno com deficiência na escola comum
  2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA EXCEPCIONALIDADE
  3. A PROPOSTA INCLUSIVA NO BRASIL
  4. QUESTÃO DE BOM SENSO
  5. ACIMA DE TUDO: QUALIDADE DE VIDA
  6. NOSSAS REALIDADES

Resumo: Este artigo pretende fazer uma análise, pondo em discussão a inclusão de alunos com deficiência no ensino regular, bem como fazer uma reflexão sobre os aspectos positivos e negativos desta educação inclusiva. Iniciando com alguns aspectos históricos sobre a excepcionalidade, a sua trajetória no Brasil, seguindo com sua evolução até o momento atual, partindo para o ponto em que trataremos da realidade atual dos ensinos (regular e especial), finalizando com a inclusão dos portadores de Autismo.

Palavras-chave: Inclusão; Realidade; Necessidade

1 INTRODUÇÃO

O princípio da escola inclusiva consiste em que todas as pessoas devam aprender juntas, onde quer que isso seja possível, não importam quais dificuldades ou diferenças elas possam ter.

Conseqüentemente escolas inclusivas precisam reconhecer e responder às necessidades diversificadas de seus alunos, acomodando os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando educação de qualidade para todos.

Mas, a integração, quando fruto de uma ação mal planejada, não conduz ao oferecimento de um ensino adequado. Ela conduz à simples oferta, por força de circunstâncias legais, de uma carteira na sala de aula regular para o aluno portador de deficiência.

É preciso atenção redobrada sobre a proposta de inclusão, pois aparentemente ela está servindo apenas como paliativo em todo o contexto educacional, afinal, concretamente quase nada vem sendo feito na prática.

2 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA EXCEPCIONALIDADE

Na Idade Antiga acreditava-se que a excepcionalidade tinha ligações com forças sobrenaturais, em uma concepção demoníaca, que se tornava bastante evidenciado em muitas culturas, onde a valorização do aspecto físico pela necessidade de homens fortes fazia com cometessem um infanticídio das crianças deficientes.

Já no final da Idade Média com a intervenção da igreja, os deficientes eram acolhidos, recebendo assistência, pois acreditavam que por sua dedicação receberiam uma ?recompensa divina?. A partir do Renascimento é que mudanças significativas começam a surgir com o aparecimento de hospitais psiquiátricos onde os deficientes passaram a ter um tratamento diferenciado.

Com a evolução de algumas áreas cientificas principalmente ligados a sociologia e a psicologia estudos são realizados a fim de compreender o comportamento dos deficientes. Com estes estudos descobre-se que com trabalho específico seria possível ajudá-los a desenvolver-se e até mesmo ajustar-se a sociedade.

3 A PROPOSTA INCLUSIVA NO BRASIL

Observamos que a exclusão é um fato histórico bastante marcante e até mesmo trágico. Após esta fase triste da excepcionalidade a discussão atual é a inclusão ou não dos deficientes na rede regular de ensino. Já que por muitos anos a sua educação foi realizada de forma segregada, por isso suas dificuldades sejam tão grandes e difíceis de serem superadas.

No Brasil o movimento para a inserção dos alunos com deficiência no ensino regular torna-se conhecida na década de 70. Mas ganha consistência nos últimos vinte anos, no momento em que é redigida a Declaração de Salamanca, e partindo dela o Brasil estabelece metas e compromissos para a universalização do ensino, e foi partindo desta que o Brasil elaborou nossas leis com relação à educação inclusiva.

3.1 A INCLUSÃO E A NOSSA LEGISLAÇÃO

As pessoas portadoras de deficiências aqui no Brasil têm seu direito de acesso ao ensino regular e outros estabelecimentos garantidos pela Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Mas a mesma lei que os ampara e obriga as escolas a aceitá-los, diz em seu artigo III, alínea a) na área de formação profissional e do trabalho que:

a)apoio governamental á formação profissional, a orientação profissional e a garantia de acesso aos serviços concernentes inclusive aos cursos regulares voltados a formação profissional.

É aí que entra a nossa indignação, porque a lei que lhes garante o acesso, não funciona na parte em que toca ao governo o apoio a formação dos professores que irão atendê-los? Será que cartilhas, folhetos explicativos ou palestras de apoio a inclusão, ou leituras que tratam do assunto são suficientes para agirmos nos rigores da lei?

Podemos dizer que, talvez indo contra ao que uma grande maioria pensa, acreditamos que o ensino individualizado e adaptado é o mais adequado para atender em suas necessidades os alunos com deficiência. Isso não quer dizer que sejamos contra a inclusão. Mas que é bem claro a preocupação geral dos professores pela falta de preparo para que possam atendê-los, então esta seria forma mais fácil de resolver a questão.

Não significa que os professores sejam contra, mas porque não recebemos a mesma força do governo quando o assunto e o aperfeiçoamento do grupo docente, e também da reestruturação dos prédios escolares.A lei da inclusão está aí,mas mudanças profundas precisam ser feitas.

4 QUESTÃO DE BOM SENSO

Concordar que toda a demanda de pessoas deficientes possam de uma hora para outra entrar no ensino regular é uma loucura, pois conforme PEREIRA,? como colocar no mesmo espaço demandas tão diferentes e especificas se muitas vezes nem a escola especial consegue dar conta desse atendimento de forma adequada já que lá também temos demandas diferentes??

A inclusão prevista na lei não define regras ou níveis de deficiência, sendo assim todos devem ser incluídos, independentes de suas necessidades, elas deverão ser atendidas.

Temos consciência de que a forma como nos colocamos não condiz e não conduz ao que se espera da inclusão. Mas insistimos que as mudanças que se propõe ao ensino precisam de muito tempo, pois exige além da aceitação, mudanças de paradigmas educacionais que conseqüentemente deverá gerar uma reorganização das práticas escolares, planejamentos, currículos, avaliação e gestão do processo educativo.

E com certeza alguns casos podem servir como exemplo, mas no ritmo que as coisas andam, às vezes ficamos desacreditados, e todos concordam que qualidade é essencial, não é algo que possa ser feito, (com o perdão das palavras) nas coxas.

5 ACIMA DE TUDO: QUALIDADE DE VIDA

Sabemos da luta e dos esforços desprendidos pelos familiares dos deficientes e das pessoas ligadas a ele em busca de melhor qualidade de vida. Mesmo tendo seus direitos garantidos por lei, a dificuldade para sua efetivação, isto é o acesso ao ensino regular significa muitas vezes em preocupações, com aceitação, qualificação dos professores, o preconceito, o que deixa a família em dúvidas.

Reconhecemos que algumas experiências sejam vistas como positivas. Mas o que nos preocupa é quando isso não acontece e as frustrações que a família e a criança sentem possam prejudicar ainda mais, e muitas vezes acabam tendo que voltar para a escola de educação especial. É o que acontece quando a diferença de faixa etária e o tamanho dessas crianças ficam desproporcionais criando uma situação desagradável de constrangimentos, deixando pais, colegas e professores sem saber como proceder.

È hora de deixar que estas pessoas vejam o que realmente é melhor para si, em qual lugar se encaixam e principalmente que se sintam felizes onde estiveram, conforme PEREIRA:

?É preciso que as pessoas falem por si mesmas, pois sabem do que precisam de suas expectativas e dificuldades como qualquer cidadão. Mas não basta ouvi-los é necessário propor e desenvolver ações que venham modificar e orientar as formas de se pensar na própria inclusão?.

Esta é a nossa realidade, querendo ou não, os problemas estão surgindo e precisam de soluções, ficar indo e voltando( de escola em escola) não resolve e tampouco deixa um dos lados satisfeitos.

6 NOSSAS REALIDADES

O que mais ouvimos falar no ensino regular é que é preciso ter profissionais qualificados e que saibam proceder de forma adequada com as limitações e principalmente com as potencialidades destes alunos, e que, sobretudo tenham realmente dedicação e amor. Mas atualmente nas condições que os professores desempenham suas funções, com salas de aula superlotadas , assim como sua carga horária , e com salário defasado, como desenvolver um trabalho de qualidade apenas para cumprir a lei.

Embora digam que os professores demonstrem em seu discurso um pré-conceito enrustido, acreditamos que isto não exista, pois com experiência na área da Educação Especial, podemos dizer que não somos contra a inclusão, pelo contrário, mas conhecemos a realidade das dificuldades no ensino regular e mesmo que não concordem e digam que na escola do ensino regular trabalhem com a homogeneidade, só quem está lá dentro da sala de aula sabe que não é bem assim, cada aluno tem sua especificidade. Nestas condições como garantir acesso e permanência com qualidade dos deficientes no ensino regular? Então de quais mudanças na verdade é que estamos precisando?

Muitos são os questionamentos, como muitas são as dificuldades em todos os lados E para finalizar nosso trabalho vamos exemplificar algumas situações que poderiam ser usadas na educação inclusiva, tendo como exemplo de deficiência o Autismo. Mas é claro que não concordamos que a situação atual seja a adequada para que isso aconteça.

7 INCLUSÃO DO AUTISTA

7.1 características

Pessoas portadoras desta síndrome normalmente são vistas como sociopátas, anti-sociais, pela dificuldade que sentem em expressar o que sentem ou por não esboçarem reações diante do que os outros julgam ser interessante, sendo assim tem dificuldades de interagir de acordo com as regras sociais.

Além da dificuldade de relacionar-se o autista possui outras características que devem ser identificadas, pois existem casos raros de autismo que elas são tão discretas que passam despercebidas ou ainda pode ser confundido com timidez.

Em alguns casos os autistas não aceitam receber nenhum tipo de afeto, nenhuma espécie contato físico, tornando-se as vezes agressivo se isso vier a acontecer.Tem o hábito da ecolalia, que é a repetição de palavras ditas por outras pessoas,e também a repetição de movimentos estereotipados, e uma preocupação excessiva quanto a datas e horários.

7.2 NA SALA DE AULA

Antes de chegar à sala de aula, o aluno deve passar por uma avaliação técnica, deverá então passar para uma turma adequada a sua idade cronológica, desenvolvimento e nível de comportamento.

O professor que receber um aluno com diagnostico de autismo deve procurar entender qual o nível desta deficiência ele se encontra, e em posse desta informação procurar informar-se sobre como trabalhar em sala de aula.

Um dos métodos mais usados por especialistas, o TECCH (tratamento e educação de crianças com autismo e problemas de comunicação relacionados), método desenvolvido nos anos 60 no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, se baseia na organização do ambiente físico através de rotinas organizadas em quadros, painéis ou agendas e sistemas de trabalho, de forma a adaptar o ambiente para tornar mais fácil para a criança compreende-lo, assim como compreender o que se espera dela. Através da organização do ambiente e das tarefas da criança, o TEACCH visa desenvolver a independência da criança

[...] Embora digam que os professores demonstrem em seu discurso um pré- conceito enrustido, acreditamos que isto não exista, pois com experiência na área da Educação Especial, podemos dizer que não somos contra a inclusão, pelo contrário, mas conhecemos a realidade das dificuldades no ensino regular e mesmo que não concordem e digam que na escola do ensino regular trabalhem com a homogeneidade, só quem está lá dentro da sala de aula sabe que não é bem assim, cada aluno tem sua especificidade. [...]


[...] E com certeza alguns casos podem servir como exemplo, mas no ritmo que as coisas andam, às vezes ficamos desacreditados, e todos concordam que qualidade é essencial, não é algo que possa ser feito, (com o perdão das palavras) nas coxas ACIMA DE TUDO: QUALIDADE DE VIDA Sabemos da luta e dos esforços desprendidos pelos familiares dos deficientes e das pessoas ligadas a ele em busca de melhor qualidade de vida. Mesmo tendo seus direitos garantidos por lei, a dificuldade para sua efetivação, isto é o acesso ao ensino regular significa muitas vezes em preocupações, com aceitação, qualificação dos professores, o preconceito, o que deixa a família em dúvidas. [...]

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