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O movimento da escola nova e as reformulações do ensino

Informações sobre o autor

A
Nível
Especializado
Estudo seguido
A

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
8 páginas
Nível
Especializado
Consultado
113 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Definição

Nas décadas de 20 e 30 do século XX, com o movimento da Escola Nova, foram reformulados e redefinidos o ensino, os espaços e as relações escolares, acompanhando estratégias de reorganização social fundamentados em uma racionalidade científica que se espraiou por toda a sociedade brasileira, constituindo novos processos de trabalho e de educação.
O pensamento e as práticas até então vigentes, na orientação das experiências sociais de empresários e intelectuais, não conseguiam ocultar os conflitos e tensões sociais presentes no cotidiano das cidades. Desde o final do século XIX, a nascente indústria marcava a paisagem urbana, das capitais brasileiras, com seus prédios, chaminés e vilas operárias. Nesta nova configuração urbana, a classe operária passou a assinalar sua presença, reivindicando salários e direitos que lhes garantissem melhores condições de trabalho e de vida. Juntamente com desocupados e biscateiros, ameaçavam os padrões de hegemonia de setores dominantes.
Importa ter presente que grandes contingentes de negros, mulatos, sertanejos - brasileiros comuns - eram representados no imaginário nacional como doentes, indolentes, improdutivos. Enquanto os negros e mestiços figuravam como vadios e, portanto, inadaptados ao trabalho assalariado, os sertanejos eram vistos como indolentes, desanimados "jeca tatus". Já os imigrantes, responsabilizados pelos protestos grevistas, refletiam a presença incômoda, deixando morrer esperanças de suas influências exemplares em termos de disciplina e operosidade (Kovarick, 1988).
Na perspectiva de setores comprometidos com determinada ordem social, passou a haver necessidade de produzir e estruturar mecanismos mais efetivos de controle social, harmonizando interesses patronais e operários mediante a organização dos modos de trabalho e de vida das classes populares, como forma de modernizar o país. Para tanto, em diversos ambientes da sociedade brasileira daquela época, manifestaram-se preocupações com o progresso e futuro do Brasil.

[...] Rio de Janeiro: Difel, Tomo III, v CARVALHO, Marta. A escola e a República. São Paulo: Brasiliense Notas para a reavaliação do movimento educacional Brasileiro (1920- 1930). Cadernos de Pesquisa. São Paulo: Cortez - Fundação Carlos Chagas, n agosto 1988, p. 4-11. KOVARICK, L. As lutas sociais e a cidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra LAUERHASS Jr., Ludwig. Getúlio Vargas e o triunfo do nacionalismo brasileiro. São Paulo: EDUSP MATTE, Cecília Hanna. Dimensões da educação paulista nos anos 20: inquirindo, reformando, [...]


[...] A par desse ternário, uma imagem se impôs a do novo provocando projeções sobre o que e como seria constituído o novo trabalhador, a nova família, a nova mulher, a nova escola, etc. O novo significava a rejeição do antigo que representava obstáculos ao desenvolvimento e à unidade nacional, além de dificultar também a criação de um Brasil moderno e integrado. Havia a necessidade de superar os entraves da diversidade cultural originada no caldeamento das raças e na amplitude territorial, aspectos responsabilizados pelo atraso e debilitamento da República. [...]


[...] Pela fala do escolanovista Oscar Thompson, pode- se acompanhar o entendimento que havia acerca desse movimento: Escola Nova, para nós, é a formação do homem, sob o ponto de vista intelectual, sentimental e volitivo; é o desenvolvimento integral desse trinômio psíquico; é o estudo individual de cada aluno; é também, o ensino individual de cada um deles, muito embora em classes; é a adaptação do programa de cada tipo de educando; é a verificação das lacunas do ensino do professor pelas sabatinas e exames; é o emprego de processos especiais, para a correção de deficiências mentais; é a educação física e a educação profissional, caminhando paralelamente, com o desenvolvimento mental da criança; é a preparação para a vida prática; é a transformação do ambiente escolar num perene campo de experiência social; é a escola de intensa vida cívica, do cultivo da iniciativa individual, do estudo vocacional, da difusão dos preceitos de higiene principalmente dos ensinamentos de puericultura; é em suma, a escola brasileira, no meio brasileiro, com um só lábaro -formar brasileiros orgulhosos de sua terra e de sua gente (Thompson citado por Antunha p. [...]

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