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A resistência dos professores à progressão continuada

Informações sobre o autor

autônoma
Nível
Especializado
Estudo seguido
Letras

Informações do trabalho

Montserrat C.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
21 páginas
Nível
Especializado
Consultado
168 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Caracterização da escola
    1. Pedagogia tradicional
    2. Pedagogia nova
    3. Pedagogia progressista
  3. Progressão continuada
  4. O professor e a agressão continuada
  5. Entrevista
    1. Análise da entrevista

Atualmente, no sistema de ensino, a retenção escolar não se configura uma problemática nova. Algumas iniciativas para minimizar esse processo já foram discutidas e implantadas, uma vez que estudos, segundo Patto (1990) já evidenciaram e problematizaram essa questão, principalmente com relação às séries iniciais. Mas a garantia do acesso e permanência na escola pública tornou-se um desafio nas últimas décadas para o país.
A implantação, realizada em 1982, do Ciclo Básico no Estado de São Paulo demonstrou a preocupação com relação a essa questão e a tentativa de solucionar a retenção na passagem da 1a para a 2a série do 1o grau. No entanto, essa iniciativa não necessariamente implicou em modificações significativas na aquisição de conhecimento, nem na concepção de avaliação como verificação do rendimento escolar e classificação dos alunos, mas se reconhece ter havido um deslocamento do processo de classificação para outras séries (Godoi, 1997).
É justamente nos resultados obtidos através dessa proposta que estão baseadas algumas afirmações para implantação do regime de progressão continuada. Embora se tente reforçar a experiência do Ciclo Básico como positiva e apesar dessa proposta ter um embasamento e sinalizar para uma perspectiva emancipadora, na prática diária, os resultados de algumas pesquisas apontaram o contrário.

[...] Os professores devem ficar atentos aos valores que eles próprios incorporam, porque eles determinam a seleção dos conteúdos, estratégias, a metodologia, as habilidades e a avaliação . O próprio questionamento, às vezes, está impregnado de ideologia. (Rego p. 11) De acordo Silva (1999, p. 113), no tocante aos currículos escolares, cabe destacar vários aspectos importantes na transmissão do Currículo Oculto: 1º os professores não têm assegurado o pleno conhecimento do novo currículo antes de sua implementação; 2º muitos professores não têm uma posição crítica em relação ao Currículo Oculto; 3º inúmeros professores não têm consciência dos direitos dos grupos oprimidos na sociedade; 4º os currículos não são voltados para a transformação social, tendo em vista formar um cidadão consciente, crítico e participante; 5º os currículos não são representativos dos grupos desprivilegiados, pessoas de raças não-brancas, mulheres, etc.; 6º os currículos excluem os valores culturais e históricos presentes no cotidiano; 7º os currículos não ensinam a superar a situação de marginalidade vivida pelo aluno, nem a modificam no sentido de um processo de conscientização cultural e política; 8º a própria concepção dos currículos é ideológica, porque é fragmentária, desarticulada, não avançando, na prática, para uma verdadeira interdisciplinaridade e transdisciplinaridade; 9º os currículos valorizam o supérfluo, contribuindo para ampliar a marginalidade do conhecimento das mulheres, dos trabalhadores e das pessoas de raças não-brancas; 10º os currículos são montados de forma a perpetuar e legitimar as desigualdades econômicas, as divisões de classe, gênero e raça, tanto nos empregos como nas riquezas; 11º os textos didáticos veiculam ideologia e não são, via de regra, trabalhados criticamente pelos professores e especialistas. [...]


[...] Partindo-se da idéia de que toda criança é capaz de aprender, a progressão continuada permite que os professores acompanhem constantemente os avanços e as dificuldades dos alunos, oferecendo suporte e reforço escolar sempre que necessário. Ser contra a progressão continuada é, em nosso entender, negar a evidência científica de que toda criança é capaz de aprender, se lhe forem oferecidas condições para tal; ou seja: respeito a seu ritmo de aprendizagem e a seu estilo cognitivo, bem como recursos para que interaja de modo profícuo com os conhecimentos (p. [...]


[...] Foi ressaltado, ainda, que a inexistência de reprovação entre as séries está gerando um maior desinteresse dos alunos pelos conteúdos ensinados Viégas (2002), concorda que existe uma certa resistência docente à proposta da progressão continuada e um despreparo por parte dos professores. Isso se deveria a falta de interesse que se constata na escola pelos alunos no estudo, segundo eles, depois da implantação da progressão continuada os alunos ficaram mais desmotivados. Arcas (2003), discorda. Para ele, os alunos expressam interesse pelo estudo independente da progressão continuada. [...]

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