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A psicanálise e a educação

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
outros
Faculdade
UNIFENAS

Informações do trabalho

Marcos Botega S.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
25 páginas
Nível
Para todos
Consultado
2 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Contribuições da psicanálise para uma abordagem das relações humanasem seus diferentes espaços afetivos
  3. Sobre o inconsciente e a estrutura da personalidade
  4. Sobre a sexualidade infantil e suas conseqüencias
  5. A transferência do imaginário ou o imaginário da transferência: aspectos diferenciaisda atuação do psicopedagogo e do psicanalista em instituição
    1. O imaginário grupal e a constituição do sujeito
    2. O registro imaginário e a constituição do sujeito
    3. Aspectos individuais
    4. Psicopedagogo de orientação psicanalítica
    5. A atuação do pscinalista em instituição
  6. A contribuição da psicanálise frente às dificuldades de aprendizagem
  7. Conclusão
  8. Referências bibliográficas

O fracasso escolar do aluno e o fracasso da própria escola tem sido objeto de reflexão e da análise crítica da sociedade e de estudiosos.
A competência profissional duvidosa dos docentes, o modelo institucional-autoritário, perverso e utlrapassado, e o indivíduo, ainda em formação, sujeitado em sua fragilidade a esse meio - compõem, infelizmente, o retrato da educação em nosso país.
Refletir sobre esta questão requer, a princípio, uma postura política. ideológica e, essencialmente, uma postura de humildade a saber-se sempre no papel de aprendiz da construção do conhecimento, de aprendiz da aquisição dos saberes que fundamentam a relação ensino-aprendizagem.
Para além de prédios, de novas tecnologias e de todas as inovações que o porvir possa incorporar ao processo pedagógico a grande meta é, e sempre será, o sujeito. A qualidade da pedagogia é uma tarefa humana que prescinde de uma visão ampla e crítica em constante evolução, nutrindo-se da interdisciplinaridade e compondo uma visão holística sobre o ato de ensinar e qualificar o sujeito para ser um agente de transformações do seu tempo - e, não adaptá-lo destruindo assim sua subjetividade; qualificando-o, então, a ser escravo do seu tempo. Portanto, mais que ensinar ou mais que transmitir conhecimento; ou ainda fazer parte do processo de construção cognitiva; os que se colocam no lugar da transmissão de um suposto saber têm a responsabilidade de aceitarem para si o desafio - do lugar ocupado - vazio por excelência; já que ainda não concluído (quiçá nunca!),que é preenchido pela expectativa, pela esperança de ascender-se à esse espaço privilegiado onde se supõe haver um instrumento, uma ferramenta que abrirá portas - internas e externas a esse sujeito - Aprendiz por natureza nomeado: Aluno. Até que todas as grades escolares sejam derrubadas libertando as diferenças e a subjetividade; até que construir o saber seja permitido e louvado; até que a afetividade seja um ingrediente necessário e trabalhado - O professor há de ocupar esse lugar. Entretanto. se estiver consciente da impossibilidade de preenchê-lo (mas da necessidade de ocupá-lo) sua função será com certeza exercida sem hipocrisia e arrogância, mantos que vestem os espaços destinados ao poder.
Essa concepção exige do professor um amplo domínio tanto do conteúdo a ser ensinado quanto um conhecimento pedagógico para que possa selecionar estratégias mais adequadas para colaborar com a reorganização dos conceitos do aluno. Requer, também, um aprofundamento do saber das relações humanas e suas vicissitudes. Pois, no processo ensino aprendizagem, acima de métodos e técnicas, interagem pessoas de diferentes formações, afetos, carências e demandas. Onde se insere, na maioria das vezes, totalmente despreparado, a figura do educador como mediador e continente de todos os possíveis conflitos que surgem nos relacionamentos dessa natureza.
Esta visão holística do processo ensino-aprendizagem pressupõe uma reorganização dos conteúdos a serem trabalhados, exigindo uma visão mais. ampla do conceito de ?disciplinas? A interdisciplinaridade é, sem dúvida,. uma meta a ser buscada, na medida. em que o conhecimento não deve ser fragmentado em disciplinas isoladas, mas sim trabalhado numa visão globalizante e integracional.
Gusdorf citado por Fazenda (1991), afirma que o que se designa por interdisciplinaridade é uma atitude epistemológica que ultrapassa os hábitos intelectuais estabelecidos ou mesmo os programas de ensino() A idéia de interdisciplinaridade é uma ameaça à autonomia dos especialistas, vítimas de uma restrição de seu campo mental. Eles não ousam suscitar questões estranhas à sua. tecnologia particular, e não lhes é agradável que outros interfiram em sua área de pesquisa? (p.24).
Longe de propor uma articulação teórica reducionista, a reflexão pedagógica sobre a crise educacional deve voltar-se para toda importação conceitual que beneficie a abordagem do sujeito dentro do processo ensino- aprendizagem: e que avalie, simultaneamente, a posição do educador e sua formação como indivíduo e técnico.
As escolas públicas brasileiras apresentam um alto índice de reprovação, principalmente nas classes de alfabetização: este fracasso escolar é atribuído aos alunos de baixa renda. e,- justificado pelas suas condições precárias de sobrevivência que resultavam num grau diferenciado e prejudicado de inteligência. Nas escolas particulares e nas universidades há um esvaziamento dos saberes que colabora com o desemprego, com a ignorância e com a formação de um cidadão de terceira categoria sem autonomia e senso crítico - Nesse espaço de falência transita- o professor, diante de uma demanda sem fim, onde ele próprio já é um sub-produto acabado e com poucas chances de alterar o quadro da Educação Nacional. Mal remunerado, na maioria. das vezes sem condições ideais de produzir - esse sujeito sofre a angústia de estar participando de uma farsa, sofre a frustação de não ver o resultado de seu trabalho - solitário por excelência, já que a escola, enquanto tal, é uma instituição impossível.
A escola passa por um momento grave de transição - onde a falência do modelo vigente reflete-se no conflito entre o que foi e o que há de vir. Entre o velho e o novo. Equivocadamente pouco discute-se em profundidade as verdadeiras causas conflituais. No afã de conservar-se o modelo falido, fala-se em novas tecnologias educacionais. em mais eficiência, produtividade, adaptação dos sistemas educacionais para os tempos de intensa competição internacional, da necessidade do uso do computador como uma nova metodologia redentora de um passado distante - ? de cartilhas, quadro-negro, giz e palmatória? - que, contudo, perpetua-se ideologicamente sob a máscara da modernidade.
Enfim, corremos o risco de mumificarmos o cadáver com novas tecnologias perdendo a chance do luto, que todo momento de transição oferece, e que propicia a oportunidade de buscarmos novos caminhos, novos encontros, novas saídas e soluções. Sem tomarmos o rumo da história, assumindo as rédeas de nosso próprio destino e todas as transformações que realmente tragam o novo - contanto que o novo seja adequado para o nosso processo de evolução, sem vivermos o conflito da mudança e suas vicissitudes em profundidade; não há chance de sairmos do momento de estagnação e da falência em que nos encontramos enquanto educadores e instituição. E a escola, enquanto tal, continuará a produzir, em série, sujeitos aptos à se adaptarem as rodas da engrenagem - asujeitados e alienados à uma ordem - sem condição de reflexão e de transformação. Sofremos assim, nos tempos de hoje, do apelo Faustiniano: mantermos viva a qualquer preço - num pacto com forças poderosas - o que já se encontra em seu último fôlego de vida ? A escola; eternificando-a com a máscara da modernidade, mantendo a sua ação destruidora da subjetividade criativa. - ?Ou a deixamos morrer e re-criamos um novo e genuíno sistema de transmissão do saber e construção do conhecimento?.

[...] A sua modalidade de aprendizagem já ficou retida e a sua inteligência, bem como a dos seus alunos, ficou aprisionada. Os focos de impossibilidades grupais são os chamados focos resistenciais. Ou seja, no grupo se define até onde se pode mudar. A escolha do processo de mudança geralmente está muito abaixo do próprio potencial do grupo. Em segundo lugar, mesmo que o grupo opte por mudar e acredite na mudança, é necessário um longo tempo para mudar externamente a imagem da instituição. [...]


[...] FASE FÁLICA Ocorre dos 4 aos 7 anos aproximadamente e é marcada pelo interesse sobre a diferença anatômica, isto é, sobre os genitais. E marcada também por um momento decisivo para a formação do sujeito - Complexo de Édipo?. A curiosidade sobre as diferenças entre o menino e a menina se volta para o órgão sexual masculino. O pênis, por ser visualmente destacado, passa a ter um significado de referência. O menino que possui o pênis encara a falta na menina como uma ameaça à sua integridade física. [...]


[...] ] e como se ele precisasse reduzir a velocidade de percepção das imagens, tentando parar em algo que é conhecido. Sob este aspecto é fundamental que o psicopedagogo, em sua atuação, evite a transferência do imaginário, tanto para o indivíduo quanto para a instituição. Daí a importância de os supervisionados falarem a respeito do seu processo. De eles mesmos tecerem o que está acontecendo com eles. A interpretação do psicopedagogo introduz uma outra imagem, um outro símbolo. E preciso que os supervisionados se falem para que possam se escutar e estabelecer imagens e símbolos mais próximos da coisa real PSICOPEDAGOGO DE ORIENTAÇÃO PSICANALÍTICA Cumpre ressaltar que há uma diferença primordial no processo de atuação do psicopedagogo de orientação psicanalítica lacaniana. [...]

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