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Aspectos psicodinâmicos e familiares das dificuldades de aprendizagem

Informações sobre o autor

Consultoria - Consultoria - Gerência de Recursos Humanos
Nível
Especializado
Estudo seguido
Mestrado...

Informações do trabalho

Marta O.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
27 páginas
Nível
Especializado
Consultado
4 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. O problema
  2. Análise do problema
    1. Análise crítica do conceito de dificuldades de aprendizagem
    2. As dificuldades de aprendizagem e o processo de desenvolvimento do indivíduo
    3. Aspectos psicodinâmicos e familiares dos distúrbios de aprendizagem
    4. Considerações sobre a importância da família nos distúrbios de aprendizagem
    5. Da criança ao adolescente: gênese e desenvolvimento dos distúrbios de aprendizagem
  3. Relato da história de uma criança com dificuldades escolares
    1. Relato da história
    2. Análise da história
  4. Resposta ao problema
  5. Referências

Em nossa experiência profissional, constatamos que uma parcela relevante da população infantil apresenta uma carreira de fracassos e de desadaptações escolares, vivendo a escola com mais tensão e mais conflitos do que os demais.
Também observamos que tais desadaptações constituem um processo que se inicia em etapas muito precoces do desenvolvimento, deixando muitas vezes seqüelas importantes na organização da personalidade do adolescente e do adulto.
Tais constatações nos levam a abordar o tema deste trabalho, procu¬rando entender a gênese e o desenvolvimento dos distúrbios de aprendizagem da criança ao adolescente, isto é, a partir de um modelo construtivista e desenvolvimentista, uma vez que a aprendizagem é uma construção pro¬gressiva, ativada pela experiência e pela relação recíproca da criança com o seu meio.
O estudo das dificuldades de aprendizagem constitui-se num campo amplo e complexo, envolvendo determinantes sociais, culturais, pedagógicos, psi¬cológicos e médicos.
O objetivo do presente trabalho é discutir a importância do trabalho interdisciplinar na avaliação de crianças que apresentem tal problema, sendo a participação de especialistas das áreas de pedagogia, fonoaudiologia, psi¬cologia e médica, fundamentais para se atingir esta globalidade, evitando diagnósticos e orientações alienadas, reducionistas e organicistas.
O conceito de dificuldade de aprendizagem tem sido definido de formas diferentes na literatura sobre o assunto. Termos como distúrbios de aprendi¬zagem, distúrbios psiconeurogênicos de aprendizagem, disfunção cerebral mínima, dislexias, e outros, são utilizados para designar situações freqüente¬mente coincidentes, criando-se confusão na classificação e na avaliação de crianças com problemas de aprendizagem.
Além disso, muitos destes conceitos são frutos de pesquisas desenvolvidas em países que apresentam uma realidade social, econômica e política diferentes da realidade brasileira, não podendo ser incorporados à nossa prática sem uma adequada avaliação crítica.
Outro problema se refere ao fato de que profissionais de diferentes especialidades podem estabelecer conceitos reducionistas e parciais quando trabalham sem a devida ampliação interdisciplinar exigida neste tipo de problemática.
Um exemplo deste tipo de problema pode ser encontrado na polêmica que se estabelece em torno da síndrome da disfunção cerebral mínima, associando-a às dificuldades escolares.
Assim, é importante enfocar a necessidade de se diferenciar com cuidado as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares, que é o objetivo do presente trabalho.

[...] Neste sentido, o importante é conhecer o indivíduo vivenciando um processo de desenvolvimento global e singular, determinado pelos vínculos estabelecidos originalmente a partir das relações objetais (especialmente com a mãe), sendo o sintoma articulado e desenvolvido neste campo de relações. Neste processo de desenvolvimento, podem estar envolvidos fatores sociais, culturais, pedagógicos, psicológicos e médicos. Assim, torna-se necessário ter uma visão global do problema de aprendizagem para melhor avaliar e compreender o interjogo dos vários fatores envolvidos. Tanto a formação acadêmica dos profissionais ligados a esta área, como a pouca experiência sistematizada ligada a nossa realidade, fornecem poucos subsídios para um trabalho de equipe interdisciplinar. [...]


[...] Um adolescente nos expressava de forma dramática: "Tenho ódio do meu pai, da minha mãe, dos meus professores e de todas as pessoas que representam a autoridade". Outro tipo de estrutura familiar altamente prejudicial à adaptação escolar de crianças e adolescentes são as chamadas famílias desorganizadas e/ou desagregadas. Nessas famílias os pais são extremamente ausentes e os filhos precocemente independentes. Os pais enfatizam mais as atividades extra- familiares de cunho profissional, social e de lazer, do que a satisfação das necessidades básicas de seus filhos. Encontram-se pouco, comunicam-se precariamente e não existe noção de limites e de rotina familiar. [...]


[...] Segundo Maud Mannoni (1981): "descobrimos o papel que pode desempenhar a doença de uma criança numa família, o que ela vai representar para todo um grupo, de forma a se tornar impossível distinguir no seio dessa totalidade, a lesão orgânica original e saber onde começa a doença do filho e onde acaba a neurose dos pais" Aspectos psicodinâmicos e familiares dos distúrbios de aprendizagem Ao abordarem o tema ASPECTOS PSICODINÂMICOS E FAMILIARES DOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM, Sônia Azambuja FONSECA (1979), psicopedagoga e psicóloga que exerceu atividade didática no Centro de Estudos Médicos e Psicopedagógicos de Porto Alegre, em Porto Alegre, RS e o psiquiatra NILO FICHTNER (1979), psiquiatra que exerceu sua atividade em Porto Alegre, RS, afirmam que: ?Devemos enfatizar que tais distúrbios apresentam particular importância na clínica psiquiátrica infantil, uma vez que um número significativo de crianças são consultantes por apresentarem essa problemática escolar, mesmo que tais distúrbios muitas vezes não representem um quadro psicopatológico mais complexo. [...]

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