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Importância da leitura

Informações sobre o autor

Curso Marechal Duarte - Secr. Estado de Educação de São...
Nível
Especializado
Estudo seguido
Letras -...

Informações do trabalho

Márcio R.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
27 páginas
Nível
Especializado
Consultado
0 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Importância da leitura

A literatura de modo geral amplia e diversifica nossas visões e interpretações sobre o mundo e da vida como um todo.
Precisamos estar atentos a esta questão, pois a ausência da leitura em nossa vida bloqueia a possibilidade e acaba, de certa forma, nos excluindo dos acontecimentos, da interpretação, da imaginação e da ficção arquitetada pelo autor, seja num romance ou num artigo; numa crônica ou num conto, numa poesia ou num manifesto, num jornal ou num ensaio, num gibi ou numa história infantil ou infanto-juvenil, enfim, são inúmeras as possibilidades de mergulhar no mundo da fantasia e da realidade encontradas no mundo das palavras.
Na adolescência acaba-se excluindo a literatura do seu convívio diário, devido à falta do gosto pela leitura. Nas escolas, até que se tenta alguma coisa, no entanto, não chega a ser eficaz; quanto aos pais, nem todos tem o gosto pela leitura, desmotivando assim, seus filhos. Considerando que o exemplo, neste processo, ganha grande significado na construção de novos leitores.
Vivemos num mundo contemporâneo onde as palavras rascunhadas no papel não têm muito valor. A literatura hoje é recurso dos mais ricos, sendo que os mais pobres, até possuem este recurso, porém, não é explorado de forma adequada. Dessa forma, a literatura contemporânea se transformou num produto de elite, e aqueles que não têm o acesso ou simplesmente não tem o gosto de ler são deixados de lado. Tal realidade ganha veracidade quando comparamos alunos e escolas particulares com alunos de escolas públicas, visualizamos resultados extremamente desanimadores.
A utilização livros infantis na escola como forma de incentivo à leitura é idéia muito comum hoje em dia. Porém, algumas considerações devem ser feitas.
O escritor e pesquisador Ricardo Azevedo informa que ?Foram produzidos no último ano cerca de 68 milhões de livros de literatura infantil e juvenil, 17% de um mercado de 400 milhões de livros. Sabemos que essa produção não seria tão expressiva se não fossem as adoções escolares. De norte a sul do país, escolas têm adotado livros de literatura para serem lidos em classe tendo como objetivo, entre outros, formarem leitores. Como no Brasil existem menos de 3.000 livrarias, ou seja, em tese, uma livraria para cada grupo de 56 mil pessoas, fica evidente que se não fosse a atuação das escolas, a produção de livros seria reduzida dramaticamente?. Em vista de tais números percebe-se o quanto, em termos de lucro, a literatura infantil destinada às escolas é importante para as editoras. O que faz com que as mesmas acabem produzindo livros em forma de ?linha de produção?, tratando o livro apenas como mercadoria. Produzem grande quantidade de títulos, sem considerar a qualidade dos textos. Quanto a esses, as editoras buscam fornecer ?ao mercado consumidor? títulos que contenham conceitos científicos, morais, ?politicamente corretos?, para que satisfaçam os anseios pedagógicos dos educadores (escola e pais).

[...] O aprendizado da leitura é, então, habilidade que servirá como base para outros. Devemos, então, dissipar opiniões que circulam de maneiras mais ou menos veladas pela sociedade, e até mesmo sobre alguns ambientes escolares: que a leitura é uma ?diversão da elite?, minimizando, assim, sua importância e sua necessidade; uma idéia difusa de que nem todo estudante necessita ou tem condições de aprender a interpretar textos. Um pensamento então, básico, mas que não pode ser esquecido em nenhum momento: não pode, de maneira alguma, haver traços desse preconceito no ensino da leitura: ela é um direito e uma necessidade de todos, sem distinções: da criança da zona rural e da urbana, do aluno com excelência de desempenho ou do com dificuldades (de qualquer ordem) de aprendizado. [...]


[...] Foi os livro de valô Mais maió que vi no mundo, Apenas daquele autô Li o premêro e o segundo; Mas, porém, esta leitura, Me tirô da treva escura, Mostrando o caminho certo, Bastante me protegeu; Eu juro que Jesus deu Sarvação a Filisberto. Depois que os dois livro eu li, Fiquei me sintindo bem, E ôtras coisinha aprendi Sem tê lição de ninguém. Na minha pobre linguage, A minha lira servage Canto o que minha arma sente E o meu coração incerra, As coisa de minha terra E a vida de minha gente. [...]


[...] Se o contato for apenas com a literatura didática, quando ele deparar-se com outro tipo de texto, ?migrará? o tipo de interpretação que está acostumado: o da linguagem referencial. Ele procurará denotação nas palavras, buscará um ?conteúdo? racional, um que o autor quis dizer?. Assim, ele não entenderá textos que explorem as conotações, que não expressem idéias, mas sim sentimentos, que busquem não expor conteúdo, mas sim explorar a poética das palavras. Os textos didáticos, mesmo os das disciplinas da área da linguagem, não preparam o aluno para o texto literário: nem mesmo os de Interpretação de Textos. [...]

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