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O narrador machadiano

Informações sobre o autor

Como secretária em um empresa de Lingerie
Nível
Especializado
Estudo seguido
Licenciado...

Informações do trabalho

Catiele V.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
4 páginas
Nível
Especializado
Consultado
75 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. O narrador machadiano
  2. Resumo
  3. Introdução
  4. O Realismo e suas característica
  5. O narrador machadiano
  6. O narrador em Noite de Almirante
  7. Conclusão
  8. Referências

A metade do século XIX em diante foi marcada literariamente pelo movimento realista, o qual trazia idéias revolucionárias para a sociedade, como as descobertas científicas, o advento da civilização burguesa, a industrialização. Esses valores causaram um impacto muito grande que levaram os homens a se interessarem pelas coisas materiais, formando, assim, uma geração materialista.
Toda essa movimentação sócio-ecomômico-cultural refletiu-se intensamente na literatura. Escritores e pensadores da época começaram a retratar em suas obras a realidade da sociedade, incluindo seus valores da forma como realmente aconteciam.
A partir desse contexto literário, o grande autor Machado de Assis, no Brasil, começa a ganhar prestígio, pois retrata esse período de acordo com a proposta desse novo estilo de época, o Realismo.
Apesar de suas melhores obras terem características realistas, Machado de Assis traz uma peculiaridade que foge da proposta do Realismo, o narrador, que, geralmente, aparece intrometendo-se nos fatos, ao invés de somente observá-los e narrá-los. É esse narrador intruso que será analisado no decorrer do trabalho, por meio do conto machadiano Noite de Almirante.

[...] (p.191) Por meio dessa intrusão, o narrador se distancia do fato narrado sem se envolver emocionalmente com o que está acontecendo. Esse distanciamento se faz por meio de uma linguagem lúdica, brincalhona. Ao contrário do que se possa pensar, essa característica reforça a objetividade realista de Machado de Assis: Não sorria de escárnio. A expressão das palavras é que era uma mescla de candura e cinismo, de insolência e simplicidade, que desisto de definir melhor. Creio até que insolência e cinismo são mal aplicados. [...]


[...] Essa característica de Machado era algo que a maioria dos escritores realistas tentavam ocultar: O narrador machadiano é intruso por excelência: intromete-se na seqüência narrativa lançando mão freqüentemente de instâncias metalingüísticas, como referências à elaboração do texto, e à escolha do vocabulário (ZOLLIN). No entanto, essa intrusão não se iguala a dos românticos, pois estes visavam julgar a conduta das personagens e a intenção de Machado de Assis é de dar um caráter lúdico à obra. O narrador machadiano se intromete na diegese de forma tão peculiar, que acaba dando ao texto, além de um tom brincalhão, um caráter extremamente objetivo. [...]

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