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Professora Educação Infantil - Professora Ensino...
Nível
Especializado
Estudo seguido
Pedagogia -...

Informações do trabalho

Data de Publicação
24/03/2009
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
monografia
Número de páginas
29 páginas
Nível
Especializado
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Validado por
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Avaliação da aprendizagem

  1. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
  2. A AVALIAÇÃO EDUCACIONAL
  3. FUNÇÕES E MODALIDADES DE AVALIAÇÃO
  4. AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA, FORMATIVA E SOMATIVA
  5. TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
  6. ANÁLISE DOS CONHECIMENTOS PRÉVIOS
  7. AVALIAÇÃO COOPERATIVA

1 INTRODUÇÃO

A escola é um espaço caracterizado pela multiplicidade de experiências, realidades, objetivos de vida, relações sociais, estruturas de poder, tradições históricas e vivências culturais diversas dão forma aos discursos que se cruzam em nosso cotidiano, pondo em conflito conhecimentos produzidos a partir de várias perspectivas.
A sociedade vive em tempos de profundas mudanças, de ressignificações e busca de novos sentidos e de novas práticas que contribuem para a construção do atual contexto histórico e social.
Pode-se dizer que o modelo liberal conservador da sociedade produziu três pedagogias diferentes, mas relacionadas entre si e com um mesmo objetivo: conservar a sociedade na sua configuração. A pedagogia tradicional, centrada no intelecto, na transmissão de conteúdo e na pessoa do professor; a pedagogia renovada ou escolanovista, centrada nos sentimentos, na espontaneidade da produção do conhecimento e no educando com suas diferenças individuais; e, por último, a pedagogia tecnicista, centrada no aprendizado dos meios técnicos de transmissão e apreensão do modelo liberal conservador da sociedade, tentando produzir, sem conseguir, a equidade sem conseguir, porque o modelo social não permite.
Em vista disso, a avaliação educacional em geral e a da aprendizagem em específico, contextualizadas dentro de uma pedagogia dominante e conservadora, estiveram e estão instrumentalizadas pelo mesmo entendimento teórico-prático da sociedade.
Dentro do modelo liberal conservador, a prática da avaliação terá de, obrigatoriamente, ser autoritária, pois esse caráter pertence à essência dessa perspectiva de sociedade, que exige controle e enquadramento dos indivíduos nos parâmetros previamente estabelecidos de idéia de que a transformação virá pela emancipação das camadas populares, que se define pelo processo de conscientização cultural e política fora dos muros da escola.
Vivemos num período que busca integração, inclusão, da dinâmica de vida. Ainda que se observe múltiplas manifestações de exclusão social, política e econômica. Nesse sentido a escola está obrigada a rever seus métodos, rever suas práticas, ou seja, reavaliar seu projeto político-pedagógico.
A prática da avaliação nas pedagogias preocupadas com a transformação deverá estar atenta aos modos de superação do autoritarismo e ao estabelecimento da autonomia onde as pessoas não são avaliadas, somente, para saber se elas conseguem desempenhar de forma adequada suas funções, mas, também, para saber se elas são melhores ou piores que seus concorrentes. Esta função de filtragem pode ser bastante perversa, pois dá às pessoas uma ilusão de mobilidade social que depende do fracasso de outras. Daí a noção, popularizada por alguns autores, de que a educação formal não passaria de um mecanismo de consolidação e reprodução da ordem estabelecida.
Devido a tudo isso, busca-se realizar um diagnóstico geral sobre a aplicação prática da avaliação, bem como demonstrar dificuldades encontradas na elaboração de uma avaliação coerente, durante o processo de construção da aprendizagem. Assim, pode-se perceber a profundidade com que deveria ser tratada a questão da avaliação pelas escolas, pelos mestres e pelas famílias.
Sabendo que a avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente que possibilita a organização do trabalho docente e diálogo entre educando, torna-se o espaço de mediação/aproximação entre formas de ensino dos professores e percursos de aprendizagens dos alunos, ou seja, possui a tarefa de centrar o ensino na forma como o aluno aprende.
Precisamos analisar a avaliação sob dois prismas: o da verificação e o da avaliação propriamente dita. O termo verificar provém do latim e significa "fazer verdadeiro". O termo avaliar também se origina no latim e quer dizer "dar valor".
O conceito de avaliação é formulado a partir das determinações da conduta de "atribuir um valor ou qualidade a alguma coisa, que, por si, implica um posicionamento positivo ou negativo em relação ao objeto, ato ou curso de ação avaliado".
A verificação se encerra no momento que fazemos uma determinada constatação. Ela, em si, não leva o sujeito a tirar conseqüências novas e significativas. A avaliação implica numa tomada de posição e exige, como conseqüência, uma decisão de ação.
É nosso objetivo mostrar aos professores, alunos e pais que é preciso mudar a concepção de que a nota é o que importa. O que importa, na verdade, é o ensino, a aprendizagem realmente efetivada.
Neste sentido, este trabalho visa delinear o processo de avaliação e sua importância, através do novo paradigma de uma aprendizagem significativa, crítica, participativa e autônoma, que rompa com a concepção autoritária, classificatória, punitiva, mecânica e terminal.
Partindo desses princípios a presente pesquisa pretende buscar subsídios
que contribuam para uma melhor compreensão sobre o tema exposto, no primeiro capítulo serão abordadas as considerações sobre a avaliação da aprendizagem, os diversos conceitos sobre avaliação e destacar-se-ão as funções e modalidades de avaliação; no segundo capítulo serão apresentadas as técnicas e instrumentos de avaliação; no terceiro capítulo serão destacados o material e métodos avaliativos e no quarto capítulo, buscaremos apresentar e discutir a realidade das escolas brasileiras no intuito de buscar soluções para que se possa realizar uma boa avaliação.

2 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

A capacidade que o ser humano tem de pensar sobre seus atos, de analisá-los, julgá-los, interagindo com o mundo, influenciando e sendo influenciado, na medida em que tomamos decisões e estas acarretam alguma transformação da realidade avaliada, é chamada de avaliação.
A avaliação tem um papel fundamental na vida das pessoas, avaliar é como respirar, esta prática é realizada o tempo todo, mesmo sem ter plena consciência disto. As opiniões que se tem sobre os fatos e as pessoas estão embasadas numa prática avaliativa diária. É por meio da avaliação que as pessoas passam de um estágio inicial de concepção, a uma visão mais elaborada e aprofundada de um determinado assunto.
No dicionário Aurélio, avaliar significa: determinar a valia ou o valor de; apreciar ou estimar o merecimento de; determinar a valia ou o valor, o preço, o merecimento, calcular, estimar; fazer a apreciação; ajuizar (FERREIRA, 1977).
O termo avaliar tem sua origem no latim, provindo da composição a-valere que quer dizer “dar valor a”.
O conceito mais comum de avaliar é “determinar ou calcular o valor de alguma coisa”. Portanto significa atribuir um juízo de valor em relação a algo, mesmo que não seja exposto, fique apenas no interior da pessoa, este juízo de valor afetará as atitudes, convicções, o comportamento do homem em sentido amplo. Desta forma entende-se que a avaliação é um processo de julgamento baseado em informações, que mantém ou que alteram nossas decisões.
A denominação avaliação da aprendizagem é recente. Foi atribuída a Ralph Tyler, em 1930. Sendo o período de 1930 a 1940, definido como o período “tyleriano” da avaliação da aprendizagem. Mas apesar de Tyler defender a idéia de que a avaliação deveria e poderia subsidiar um modo diferente de fazer o ensino, o que realmente mudou foi a denominação, pois as práticas de provas e exames continuaram as mesmas. Outros, no mundo todo, ao seu lado ou um pouco depois, militaram a mesma perspectiva. Porém, no geral, a prática escolar de acompanhamento do processo de crescimento do educando continuou sendo de provas e exames.

Luckesi (2005, p. 32), afirma que ”a Pedagogia Tradicional está assentada numa visão estática do ser humano, e, pois, do educando”. Desse modo, a Pedagogia Tradicional, tem uma compreensão estática e pontual do ser humano. Não consegue compreendê-lo como um ser que se faz, e que se constitui, no espaço e no tempo.

Sendo assim, o ensino e a aprendizagem, também passam a ser tarefa do educador como autoridade que transmite aos educandos e estes as recebem, depositando-as em suas mentes, para um posterior uso, repetindo-as nas provas, no dia e hora marcados, através dos resultados serão conduzidos a aprovação ou reprovação. Os exames constituem, neste sentido, uma forma adequada para acompanhar a aprendizagem do educando, na visão Tradicional, devido possuir uma concepção pontual sobre ele.
A prática denominada “avaliação da aprendizagem”, usualmente praticada, pouco tem a ver com avaliação. Nesse sentido, a dita “avaliação” tem por finalidade verificar o nível de aprendizagem escolar e do desempenho do aluno em determinado conteúdo e classificá-lo em termos de aprovação ou reprovação. As provas / exames, portanto, separam os “eleitos” dos “não eleitos”, selecionando, excluindo.
Nesta perspectiva, a prática provas / exames escolares teve origem na escola moderna, sistematizada a partir dos séculos XVI e XVII, com a cristalização da sociedade burguesa. Assim, as pedagogias jesuíticas (séc. XVI), comeniana (séc. XVII), lassista (fins do séc. XVII e início do séc. XVIII), expressam as pedagogias desse período por suas provas / exames, que excluem e marginalizam grande parte dos educandos, por não ser baseada num modelo amoroso de sociedade. Praticar a fraternidade para a sociedade burguesa seria negar suas possibilidades de ascensão, que tinha por base a exploração do outro da parte não-paga do trabalho alheio. Para ser um ato amoroso, o ato pedagógico das provas / exames teriam que se opor ao modelo de sociedade do qual emergiam e se sustentavam (LUCKESI, 2005, p. 21).
A prática que se conhece, portanto, é herdeira dessa época, marcada pela exclusão e marginalização de grande parte dos elementos da sociedade, tornando-se um modelo em muitas escolas.
Na visão de Sant’Anna (1995, p.9), a prática escolar libertadora é uma prática em que o aluno é liberto das amarras. “Amarras do medo de pensar, do medo de errar, do medo de ser, do medo de viver. É uma prática em que o educando não precisará mais se defender do professor e o professor de rotular o aluno”. Nesse contexto, afirma a autora que os mecanismos de defesa destruidores do crescimento do aluno, como ser humano estarão anulados, desintegrados. Sendo assim, o professor terá a oportunidade de se tornar criativo, aberto para as indagações e diversidades, admitindo seus erros, enganos, reformulando seus conceitos.
Quanto mais conscientes estiverem os educadores de suas tarefas, mais facilmente ocorrerão as mudanças de mentalidade e qualificação que estão articulados ao conhecimento, base para uma prática escolar libertadora.
Neste sentido compreende-se que “Uma avaliação precisa estar alicerçada em objetivos claros, simples, precisos, que conduzam, inclusive, à melhoria do currículo”, Sant’Anna (1995, p.27). Sendo assim, é necessário que haja uma ação cooperativa por parte de todos no processo, por meio de uma ação coletiva consensual, e uma consciência crítica e responsável por parte de todos.
A prática de uma avaliação construtivista e libertadora de acordo com Hoffmann (2000, p.25), deverá encaminhar-se a um processo dialógico e cooperativo, através do qual educandos e educadores aprendam sobre si mesmos no ato próprio da avaliação. Porém, percebe-se que os professores são resistentes às mudanças, e dentre elas, a prática da avaliação, uma vez que provas e exames implicam julgamento, como conseqüência a exclusão, sendo que na avaliação pressupõe acolhimento tendo em vista a transformação, porém a sociedade, na qual está sendo praticada não é amorosa e daí vence a sociedade e não a avaliação.
De acordo com as mudanças de paradigmas, surge a Pedagogia Construtiva no contexto da prática docente na avaliação da aprendizagem, e segundo Luckesi (2005, p.66):

É uma pedagogia que não está preocupada com aprovar (ou reprovar) um educando, devido ao fato de estar ‘pronto’ (ou não), aqui e agora, num determinado conteúdo específico. Ela está preocupada em criar as condições para que o educando aprenda e , por isso, se desenvolva.

[...] Neste sentido, afirma-se que a prática da avaliação da aprendizagem no Brasil é a que mais tem resistido às mudanças, talvez porque tanto educadores, como diretores, coordenadores e outras autoridades educacionais tenham medo de perder o poder que exercem sobre os alunos. Assim, tradicionalmente, a avaliação é tida como o momento em que culminam todas as ações de um período de ensino, seja uma semana de aulas, uma quinzena, um mês ou um bimestre. Aquele momento é o desfecho daquelas ações executadas, bem ou mal num tempo determinado, sob diferentes tipos acima vistos. [...]


[...] Em vista disso, a avaliação educacional em geral e a da aprendizagem em específico, contextualizadas dentro de uma pedagogia dominante e conservadora, estiveram e estão instrumentalizadas pelo mesmo entendimento teórico-prático da sociedade. Dentro do modelo liberal conservador, a prática da avaliação terá de, obrigatoriamente, ser autoritária, pois esse caráter pertence à essência dessa perspectiva de sociedade, que exige controle e enquadramento dos indivíduos nos parâmetros previamente estabelecidos de idéia de que a transformação virá pela emancipação das camadas populares, que se define pelo processo de conscientização cultural e política fora dos muros da escola. [...]


[...] 161), acredita que a avaliação seja um método de adquirir e processar evidências necessárias para melhorar o ensino e a aprendizagem que vão além do exame usual de papel e lápis; é um auxílio para classificar os objetivos significativos e as metas educacionais, é um processo para determinar em que medida os alunos estão se desenvolvendo dos modos desejados; é um sistema de controle da qualidade, pelo qual pode ser determinada, etapa por etapa do processo ensino-aprendizagem, a efetividade ou não do processo e em caso negativo, que mudanças devem ser feitas para garantir sua efetividade; é ainda um instrumental da prática educacional para verificar se procedimentos alternativos são ou não igualmente efetivos ao alcance de um conjunto de fins educacionais; envolve uma coleta sistemática de dados, por meio dos quais se determinam as mudanças que ocorram no comportamento do aluno, em função dos objetivos educacionais e em que medida estas mudanças ocorrem. [...]

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