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O objetivo da escola

Informações sobre o autor

Professora Educação Infantil - Professora Ensino...
Nível
Especializado
Estudo seguido
Pedagogia -...

Informações do trabalho

Regiane B.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
monografia
Número de páginas
28 páginas
Nível
Especializado
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
  2. TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

INTRODUÇÃO
A escola é um espaço caracterizado pela multiplicidade. Experiências, realidades, objetivos de vida, relações sociais, estruturas de poder, tradições históricas e vivências culturais diversas dão forma nos discursos que se cruzam em nosso cotidiano, pondo em diálogo conhecimentos produzidos a partir de várias perspectivas.
A sociedade vive em tempos de profundas mudanças, de ressignificações e busca de novos sentidos e de novas práticas que contribuem para a reconstrução do atual contexto histórico e social.
Diante desse cenário, a função e a estrutura administrativo-pedagógica é questionada e revisada no sentido de dar nova significação ao papel sócio-pedagógico da escola.
Vivemos num período que busca integração, inclusão, da dinâmica de vida ainda que se observe múltiplas manifestações de exclusão social, política e econômica. Nesse sentido a escola está obrigada a rever seus métodos, rever suas práticas, ou seja, reavaliar seu projeto político-pedagógico.
Devido a tudo isso, busca-se realizar um diagnóstico geral sobre a aplicação prática da avaliação, bem como demonstrar dificuldades encontradas na elaboração de uma avaliação conseqüente, durante o processo de construção da aprendizagem. Assim, pode-se perceber a profundidade com que deveria ser tratada a questão da avaliação pelas escolas, pelos mestres e pelas famílias.
Sabendo que a avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente que possibilita informações necessárias para que haja intervenções do docente e diálogo entre educando, torna-se o espaço de mediação/aproximação entre formas de ensino dos professores e percursos de aprendizagens dos alunos, ou seja, possui a tarefa de centrar na forma como o aluno aprende.
Neste sentido, este trabalho visa delinear o processo de avaliação e sua importância em ?avaliar para que?', através do novo paradigma de uma aprendizagem significativa, crítica, participativa e autônoma, que rompa com a concepção autoritária, classificatória, punitiva, mecânica e terminal.
Partindo desses princípios a presente pesquisa pretende buscar subsídios
que contribuam para uma melhor compreensão sobre o tema exposto, tendo em vista que um dos grandes problemas da avaliação escolar é que ela se tornou basicamente classificatória, porém, diante do novo paradigma educacional, a avaliação está voltada para uma prática pedagógica intelectual, reflexiva e transformadora. Diante do exposto acima, no primeiro capítulo serão abordadas as considerações sobre a avaliação da aprendizagem, os diversos conceitos sobre avaliação e destacar-se-ão as funções e modalidades de avaliação; no segundo capítulo serão apresentadas as técnicas e instrumentos de avaliação; no terceiro capítulo serão destacados o material e métodos e no quarto capítulo, a apresentação e discussão dos resultados da pesquisa de campo.

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

?A avaliação é um processo natural, que nos permite ter
Consciência do que fazemos, da qualidade do que fazemos e das conseqüências que acarretam nossas ações? (MÉNDEZ,2005).

A capacidade que o ser humano tem de pensar sobre seus atos, de analisá-los, julgá-los, interagindo com o mundo, influenciando e sendo influenciado, na medida em que tomamos decisões e estas acarretam alguma transformação da realidade avaliada, é chamada de avaliação.
A avaliação tem um papel fundamental na vida das pessoas, avaliar é como respirar, esta prática é realizada o tempo todo, mesmo sem ter plena consciência disto. As opiniões que se tem sobre os fatos e as pessoas estão embasadas numa prática avaliativa diária. É por meio da avaliação que as pessoas passam de um estágio inicial de concepção, à uma visão mais elaborada e aprofundada de um determinado assunto.
No dicionário Aurélio, avaliar significa: determinar a valia ou o valor de; apreciar ou estimar o merecimento de; determinar a valia ou o valor, o preço, o merecimento, calcular, estimar; fazer a apreciação; ajuizar (FERREIRA, 1977).
O termo avaliar tem sua origem no latim, provindo da composição a-valere que quer dizer ?dar valor a?.
O conceito mais comum de avaliar é ?determinar ou calcular o valor de alguma coisa?. Portanto significa atribuir um juízo de valor em relação a algo, mesmo que não seja exposto, fique apenas no interior da pessoa, este juízo de valor afetará as atitudes, convicções, o comportamento do homem em sentido amplo. Desta forma entende-se que a avaliação é um processo de julgamento baseado em informações, que mantém ou que alteram nossas decisões.
A denominação avaliação da aprendizagem é recente. Foi atribuída a Ralph Tyler, em 1930. Sendo o período de 1930 a 1940, definido como o período ?tyleriano? da avaliação da aprendizagem. Mas apesar de Tyler defender a idéia de que a avaliação deveria e poderia subsidiar um modo diferente de fazer o ensino, o que realmente mudou foi a denominação, pois as práticas de provas e exames continuaram as mesmas. Outros, no mundo todo, ao seu lado ou um pouco depois, militaram a mesma perspectiva. Porém, no geral, a prática escolar de acompanhamento do processo de crescimento do educando continuou sendo de provas e exames.
Luckesi (2005, p. 32), afirma que ?a Pedagogia Tradicional está assentada numa visão estática do ser humano, e, pois, do educando?. Desse modo, a Pedagogia Tradicional, tem uma compreensão estática e pontual do ser humano. Não consegue compreendê-lo como um ser que se faz, e que se constitui, no espaço e no tempo.
Sendo assim, o ensino e a aprendizagem, também passam a ser tarefa do educador como autoridade que transmite aos educandos e estes recebem-nas, depositando-as em suas mentes, para um posterior uso, repetindo-as nas provas, no dia e hora marcados, através dos resultados serão conduzidos a aprovação ou reprovação. Os exames constituem, neste sentido, uma forma adequada para acompanhar a aprendizagem do educando, na visão Tradicional, devido possuir uma concepção pontual sobre ele.
A prática denominada ?avaliação da aprendizagem?, usualmente praticada, pouco tem a ver com avaliação. Nesse sentido, a dita ?avaliação? tem por finalidade verificar o nível de aprendizagem escolar e do desempenho do aluno em determinado conteúdo e classificá-lo em termos de aprovação ou reprovação. As provas / exames, portanto, separam os ?eleitos? dos ?não eleitos?, selecionando, excluindo.
Nesta perspectiva, a prática provas / exames escolares teve origem na escola moderna, sistematizada a partir dos séculos XVI e XVII, com a cristalização da sociedade burguesa. Assim, as pedagogias jesuíticas (séc. XVI), comeniana (séc. XVII), lassista (fins do séc. XVII e início do séc. XVIII), expressam as pedagogias desse período por suas provas / exames, que excluem e marginalizam grande parte dos educandos, por não ser baseada num modelo amoroso de sociedade. Praticar a fraternidade para a sociedade burguesa seria negar suas possibilidades de ascensão, que tinha por base a exploração do outro da parte não-paga do trabalho alheio. Para ser um ato amoroso, o ato pedagógico das provas / exames teriam que se opor ao modelo de sociedade do qual emergiam e se sustentavam (LUCKESI, 2005, p. 21).
A prática que se conhece, portanto, é herdeira dessa época, marcada pela exclusão e marginalização de grande parte dos elementos da sociedade, tornando-se um modelo em muitas escolas.
Na visão de Sant'Anna (1995, p.9), a prática escolar libertadora é uma prática em que o aluno é liberto das amarras. ?Amarras do medo de pensar, do medo de errar, do medo de ser, do medo de viver. É uma prática em que o educando não precisará mais se defender do professor e o professor de rotular o aluno?. Nesse contexto, afirma a autora que os mecanismos de defesa destruidores do crescimento do aluno, como ser humano estarão anulados, desintegrados. Sendo assim, o professor terá a oportunidade de se tornar criativo, aberto para as indagações e diversidades, admitindo seus erros, enganos, reformulando seus conceitos.
Quanto mais conscientes estiverem os educadores de suas tarefas, mais facilmente ocorrerão as mudanças de mentalidade e qualificação que estão articulados ao conhecimento, base para uma prática escolar libertadora.
Neste sentido compreende-se que ?Uma avaliação precisa estar alicerçada em objetivos claros, simples, precisos, que conduzam, inclusive, à melhoria do currículo?, Sant'Anna (1995, p.27). Sendo assim, é necessário que haja uma ação cooperativa por parte de todos no processo, por meio de uma ação coletiva consensual, e uma consciência crítica e responsável por parte de todos.
A prática de uma avaliação construtivista e libertadora de acordo com Hoffmann (2000, p.25), deverá encaminhar-se a um processo dialógico e cooperativo, através do qual educandos e educadores aprendam sobre si mesmos no ato próprio da avaliação. Porém, percebe-se que os professores são resistentes às mudanças, e dentre elas, a prática da avaliação, uma vez que provas e exames implicam julgamento, como conseqüência a exclusão, sendo que na avaliação pressupõe acolhimento tendo em vista a transformação, porém a sociedade, na qual está sendo praticada não é amorosa e daí vence a sociedade e não a avaliação.
De acordo com as mudanças de paradigmas, surge a Pedagogia Construtiva no contexto da prática docente na avaliação da aprendizagem, e segundo Luckesi (2005, p.66):

É uma pedagogia que não está preocupada com aprovar (ou reprovar) um educando, devido ao fato de estar ?pronto' ( ou não), aqui e agora, num determinado conteúdo específico. Ela está preocupada em criar as condições para que o educando aprenda e , por isso, se desenvolva.

Nessa perspectiva, a avaliação não é vista para julgar e definir a vida do educando em todos os momentos, mas diagnosticar as diversas condições, dando oportunidade para que no seu cotidiano ele consiga exercer experiências de vida mais desenvolvidas, para que se possa compreendê-las num todo.
Neste sentido, cabe ao educador criar condições para que o educando construa e siga o seu caminho rumo a aprendizagem com criatividade e independência. Pois de acordo com Luckesi:

Não adianta desejar que o educando esteja neste ou naquele estágio, deste ou daquele jeito, seja deste ou daquele jeito. Ele é como é e, deste modo, necessita de ser acolhido. È necessário ir até o educando, para que, após sentir-se acolhido, ele possa nos acompanhar por um novo caminho, ou até mesmo por um novo pedaço do caminho que já vem trilhando em sua existência. Acolher é receber amorosamente o outro, sem julgá-lo (2005, p.79).

Esteban (2003, p.125) também acredita que do ponto de vista de como era tradicionalmente e nos dias atuais, percebe-se que ainda muita coisa não mudou com respeito à avaliação. Esta sempre foi e continua sendo uma atividade de controle que visava (visa) selecionar e, portanto, incluir alguns e excluir outros. A denominação avaliação é recente a uma prática por muito tempo chamada exame. Mudou-se a denominação, mas a prática continuou sendo a mesma, de provas e exames.
O contexto da Pedagogia Construtiva, constitui-se por base a compreensão teórica de que cada sujeito é um ser que está em desenvolvimento, o que implica que as suas práticas pedagógicas e seus projetos de ação visam este ser em movimento, na sua própria construção. As atividades pedagógicas possibilitarão a cada educando o seu próprio exercício de construção. Se for pela ação ? reflexão ? ação, que o ser humano se faz a si mesmo, a pedagogia deverá ter presente esse processo, a fim de que possa propor a realização de uma prática pedagógica que seja mediadora dessa concepção, Luckesi (2005, p.57).

[...] Também percebe-se, a avaliação como um ato amoroso, porque entende- se no sentido real da palavra ?amor', que para quem ama quer sempre o melhor para o outro, e se utilizam a avaliação desta forma como o objetivo de sempre oferecer a possibilidade de diagnosticar como também propor soluções de melhoria na aprendizagem do educando. Enfim, pode-se dizer que todos os professores devem ter consciência de uma nova visão no ato de avaliar, porque, sobretudo o educador será sempre um agente produtivo e transformador de uma aprendizagem de forma real, criativa e significativa, tendo a intenção de diagnosticar os avanços e as dificuldades dos alunos e não apenas para medir ou mensurar, mas uma avaliação voltada a uma prática em busca de novos sentidos. [...]


[...] Segundo Martins (1990), a realização da avaliação diagnóstica no início do processo de ensino-aprendizagem, tem por objetivo localizar e determinar o ponto de partida mais adequado para o aluno. Desta forma detecta as causas das deficiências verificadas na aprendizagem. Podendo assim identificar se estas causas estão relacionadas quanto à problemas físicos, psicológicos, culturais, ambientais, ou se estão ligados aos métodos e materiais didáticos. papel diagnóstico a avaliação deve buscar o porquê das falhas da aprendizagem: quais as matérias em que o educando tem dificuldades (1990, p. [...]


[...] presente pesquisa pretende buscar subsídios que contribuam para uma melhor compreensão sobre o tema exposto, tendo em vista que um dos grandes problemas da avaliação escolar é que ela se tornou basicamente classificatória, porém, diante do novo paradigma educacional, a avaliação está voltada para uma prática pedagógica intelectual, reflexiva e transformadora. Diante do exposto acima, no primeiro capítulo serão abordadas as considerações sobre a avaliação da aprendizagem, os diversos conceitos sobre avaliação e destacar-se-ão as funções e modalidades de avaliação; no segundo capítulo serão apresentadas as técnicas e instrumentos de avaliação; no terceiro capítulo serão destacados o material e métodos e no quarto capítulo, a apresentação e discussão dos resultados da pesquisa de campo. [...]

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