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Nível
Avançado
Estudo seguido
direito...
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Informações do trabalho

Data de Publicação
08/06/2009
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
dissertação
Número de páginas
12 páginas
Nível
avançado
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Validado por
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Max Weber

  1. VIDA E OBRA
  2. O ANTAGONISMO DE VALORES
  3. A SOCIOLOGIA COMPREENSIVA
  4. O TIPO IDEAL
  5. A CIÊNCIA COMO VOCAÇÃO
  6. A POLÍTICA COMO VOCAÇÃO

APRESENTAÇÃO:
A França desenvolveu seu pensamento social por influência da filosofia positivista. A Inglaterra, como potência emergente dos séculos XVII e XVIII, foi a sede do desenvolvimento industrial e da legitimação do pensamento burguês. Dois fatores ajudaram: 1) a expansão marítima e 2) o desenvolvimento industrial. Esses dois fatores obrigaram os pensadores a esforçarem-se a interpretar uma enorme diversidade social.
Na Alemanha, o pensamento burguês é organizado tardiamente, quando o faz é final do século XIX, sob influência de outras ciências e suas metodologias, tais como a história e a antropologia.
A expansão econômica alemã também se dá de maneira diferenciada e em época diferenciada. Era uma época de capitalismo concorrencial, no qual os países disputavam acirradamente os mercados mundiais.
Em comparação com as nações européias, a Alemanha se unificou e se organizou como Estado nacional tardiamente, fato que atrasou seu ingresso na corrida industrial e imperialista. Por tudo isso, o pensamento alemão, se volta para a diversidade, enquanto o francês e o inglês para a universalidade.
É necessária a distinção entre o pensamento alemão, ou seja, a preocupação com o estudo da diferença, a característica de sua formação política e de seu desenvolvimento econômico. A associação entre história, esforço interpretativo e facilidade de discernir diversidades caracterizou o pensamento alemão e a maioria de seus cientistas.
Porém, foi Weber o grande sistematizador da sociologia alemã.
Max Weber é um autor atual. A temática central de sua obra se dedica aos problemas da racionalização, da secularização, da burocratização das estruturas e dos comportamentos das pessoas como traços específicos da civilização ocidental.
O autor tem uma contribuição a analise daquilo que, hoje em dia, classificamos como “modernidade”.
“O que em definitivo criou o capitalismo foi a empresa duradoura e racional, a contabilidade racional, a técnica racional, o Direito racional, a tudo isso há que se juntar a ideologia racional, a racionalização da vida, a ética racional na economia (WEBER,1956, pág. 298).” .
Ao processo de racionalização, tratado por Weber, vincula-se o desencantamento do mundo, conferindo-lhe um aspecto negativo: o racionalismo estrutural que entronizara a razão do criador do universo através do paradoxo das conseqüências transforma-se em razão técnica instrumental a serviço do capital, criando a burocracia que enquadrará o homem moderno.
A civilização moderna, também a fragmentação das várias áreas do conhecimento, na medida em que a religião não pode fornecer o “sentido” da vida do homem, que, abandonado pelas velhas certezas, é pedido por Weber a ser fiel a “vocação” da ciência, enquanto saber que legitima por si mesmo, já que a pesquisa científica não tem fim e a própria vida também. Tudo é um processo.
Para quem não puder afrontar este destino, as igrejas estarão abertas, desde que se faça o sacrifício do intelecto.
A racionalização, a secularização, e o individualismo, traços dominantes de nossa civilização e da modernidade, promovem a autonomia relativa das inúmeras áreas do conhecimento, daí a impossibilidade de uma teoria ontológica do social. Nem a ciência, nem a filosofia podem dar um “sentido” à existência. A modernidade não comporta soluções. Ao homem cabe conviver com os “paradoxos”.
Weber, oriundo de uma burguesia que não realizou sua revolução burguesa , de um iluminismo vinculado à franco-maçonaria e ao misticismo rosa-cruz, viu-se preso a analisar os “dilemas” germânicos, a crença ante o “culto do Estado”, como conciliar Direitos Humanos e um Estado Nacional de “potência”. Como impedir que o racionalismo instrumental a serviço do cálculo econômico não se transforme em uma “jaula de ferro” que aprisione o homem? Como reagir a burocracia como “destino” universal da sociedade?
VIDA E OBRA:
Max Weber nasceu em 21 de abril de 1864, na cidade de Erfurt, Alemanha. Era o primogênito de oitos filhos da família Weber. Seu pai era um jurista e político influente do Partido Nacional-Liberal, transformou sua casa em um fórum permanente de discussões da vida nacional, freqüentado por muitos políticos e intelectuais. Sua mãe era protestante e, ao contrário do marido, era introspectiva, metódica e extremamente moralista. De ambos teria herdado o seu estilo de vida paradoxal.
Aos 18 anos ingressou na Faculdade de Direito de Heidelberg, mas teve de interromper os estudos por um ano devido ao serviço militar obrigatório. Sua formação acadêmica foi vastíssima, pois, além do curso de Direito, pôde se enveredar nos estudos de história, economia, filosofia e teologia, que lhe proporcionaram o arcabouço necessário para se tornar o fundador de uma das três escolas da sociologia moderna, disputando espaço com as formulações de Karl Marx e Émile Durkheim.
Embora Weber e Durkheim tenham pertencido a mesma geração e sido colegas de profissão, tendo em comum a temática religiosa como chave fundamental da análise sociológica, não há notícia de que se tenham conhecido pessoalmente ou de que a obra de um tenha influenciado o outro.
Em relação a Marx, de uma geração anterior a de Weber, mas da mesma nacionalidade , ambos analisaram o capitalismo e discutiram a questão do Estado nacional a partir da mesma Alemanha do século XIX.
A questão do Estado coloca os dois sociólogos alemães em campos opostos. Marx tinha uma visão negativa da política, o Estado deveria ser gradativamente extinto (BOBBIO, 1997, p. 738), ao passo que Weber, com uma perspectiva positiva da política, defendia a constituição de uma burocracia permeada por eficiente mecanismo de controle democrático (TRAGTENBERG, 1977, p. 93).
Devido à incompatibilidade política entre Weber e os marxistas alemães, e à leitura reducionista que estes fizeram da obra de Marx ao atribuir à economia o fator exclusivo de mobilidade social, até o final da década de 1980 a patrulha ideológica marxista desconfiava de qualquer intelectual que recorresse a termos weberianos, já que para eles o sociólogo era tido como o “Marx da burguesia”. Hoje em dia é perfeitamente possível e necessário recorrer aos dois para a compreensão das sociedades modernas e atuais.
No final de sua vida, Weber admitiu que de um lado Marx e de outro Niezstche foram os dois grandes referenciais da cultura moderna.
Em 1889, .

Outros capítulos: O ANTAGONISMO DE VALORES; A SOCIOLOGIA COMPREENSIVA; O TIPO IDEAL; A CIÊNCIA COMO VOCAÇÃO; A POLÍTICA COMO VOCAÇÃO; A SOCIOLOGIA JURÍDICA;

[...] A CIÊNCIA COMO VOCAÇÃO Ao iniciar a palestra com o tema Ciência como Vocação”, Weber resolve traçar um paralelo entre a Alemanha em que vivia e os Estados Unidos da América, pois acreditava ser o país que apresentava a maior divergência com o seu. Segundo Weber, nos Estados Unidos, a carreira acadêmica, via de regra, inicia-se através de nomeação como “assistente”. Muito parecido com o que acontece na Alemanha. Nos grandes institutos de ciências naturais e nas faculdades de medicina, a habilitação só é alcançada por uma fração dos assistentes e apenas após certo período. [...]


[...] VIDA E OBRA Max Weber nasceu em 21 de abril de 1864, na cidade de Erfurt, Alemanha. Era o primogênito de oitos filhos da família Weber. Seu pai era um jurista e político influente do Partido Nacional-Liberal, transformou sua casa em um fórum permanente de discussões da vida nacional, freqüentado por muitos políticos e intelectuais. Sua mãe era protestante ao contrário do marido, era introspectiva, metódica e extremamente moralista. De ambos teria herdado o seu estilo de vida paradoxal. Aos 18 anos ingressou na Faculdade de Direito de Heidelberg, mas teve de interromper os estudos por um ano devido ao serviço militar obrigatório. [...]


[...] Por entende-se o comportamento compreensível em relação a ou seja, um comportamento especificado por um sentido ou mesmo que não seja percebido. A ação importante para a sociologia compreensiva é um comportamento que: . ) está relacionado ao sentido subjetivo pensado daquele que age com referência ao comportamento de outros; está co-determinado no seu decurso por esta referência significativa portanto, pode ser explicado pela compreensão a partir deste sentido mental( . (WEBER p. 315). A sociologia compreensiva não se preocupa com os fenômenos fisiológicos e pelos fenômenos “psicofísicos”, tampouco se preocupa com dados físicos brutos. [...]

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