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O Governo Representativo: Transformações das Características e Limitações das Teorias

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
sociologia
Faculdade
USP

Informações do trabalho

Olivia P.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
9 páginas
Nível
Para todos
Consultado
0 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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O regime democrático representativo moderno tem novas característica. Segundo Manin (1995) nesse novo sistema, denominado pelo autor de democracia do público, a relação entre representante e representado não é baseada na identificação com propostas, mas com a personalidade das lideranças. Essa nova forma de identificação confere um relacionamento mais pessoal nas relações entre governantes e governados, distanciando-se do regime que prevalecia anteriormente, o da representação política através de partidos de massa, e semelhante ao regime parlamentar, característico do século XVIII. Novaro (2005) complementa explicando que as crises na representação política coincidiram com a democratização das sociedades.

[...] Novaro (2005) complementa explicando que as crises na representação política coincidiram com a democratização das sociedades. Ainda segundo Novaro (2005), o novo contexto do governo representativo apresenta dois traços: o enfraquecimento das identidades partidárias - os partidos deixaram de cumprir a função de integração social, desorganizando os grupos de interesse e levando os eleitores a adotar atitudes imprevistas - e a articulação entre representação e gestão. Motivos estruturais e no nível das relações sociais são apresentados por Novaro (2005:85) para explicar a crise da eficiência do sistema partidário como instituição representativa, tais como: o enfraquecimento das identidades sociais e políticas registradas nos anos 80, ou seja, . [...]


[...] Interpretando essa realidade, Manin (1995) analisa o governo representativo nos dias atuais como um período de transformações, em que a representação continua central. Outros autores escrevem sobre uma crise da representação. Como exemplo cito os argumentos desenvolvidos por Miguel (2003): O quadro geral sustenta a mesma impressão da Europa e dos Estados Unidos: uma crise disseminada do sentimento de estar representado no governo e no legislativo, com repercussões na legitimidade das instituições. Miguel (2003) aponta a fragilização dos laços entre representantes e representados a partir de três fatores: o declínio do comparecimento eleitoral, o aumento da desconfiança em relação às instituições, e o esvaziamento dos partidos políticos. [...]


[...] A representação não está desaparecendo. Ainda são regimes representativos, que estão passando por transformações, reflexos e acompanhando as transformações sociais, como a crescente centralidade dos meios de comunicação de massa na vida dos cidadãos, e outras decorrentes de lutas, arranjos e acordos que transformam e readequam positiva ou negativamente nossas instituições políticas. Ampliando os conceitos de democracia, de representação, e da visão sobre a atuação dos partidos políticos e sobre as configurações dos espaços participativos, não podemos interpretar as novas mudanças do governo representativo como uma crise, mas sim como transformações no sistema político, em que novos espaços de fazer política, de representação, são criados. [...]


[...] 42/ julho p. 77-90. PITKIN SANTOS, Boaventura de Souza e AVRITZER, Leonardo. Introdução: Para ampliar o cânone democrático. In: SANTOS, Boaventura de Souza. Democratizar a democracia: os caminhos da democracia participativa. RJ: Civilização Brasileira p. 39-84. URBINATI, Nadia. [...]


[...] Nesse sentido os autores defendem a democracia participativa como um dos campos em que está sendo reinventada a emancipação social. Está implícita nessa linha de interpretação a idéia de que a representação passa por problemas, ou seja, no sistema tradicional de representação política os eleitos estariam cada vez mais distanciados dos seus eleitores, e uma das formas de corrigir essas distorções seria com a introdução de mecanismos de participação social nas decisões públicas (Benevides, 1991). Mas, o que acontece nos conselhos não é participação direta, ou auto- representação da população, mas a representação, que pressupõe a presença de alguém intermediando um ausente (Pitkin, 1967). [...]

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