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Sociologia organizacional

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
outros
Faculdade
UNIFENAS

Informações do trabalho

Marcos Botega S.
Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
153 páginas
Nível
Para todos
Consultado
3 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. A sociologia e as organizações contemporâneas
    1. A sociologia e as organizações
    2. Administrando organizações para obter resultados
    3. A organização e suas partes formam o primeiro pilar
  2. Culturas das organizações e um quadro de referência
    1. As culturas das organizações formam o segundo pilar
    2. As três variáveis culturais e a avaliação das subculturas
    3. Uum quadro de referência integrando à sociologia à administração
  3. O indivíduo trabalha como foi socializado
    1. A socilização influencia os objetivos buscados nas organizações
    2. A pressão técnica para o trabalho
  4. A interação de metas grupais e o conflito
    1. As metas de um indivíduo interferem dos demais
    2. Conflito nas organizações
    3. A competição e a cooperação decorrem da cultura da sociedade
  5. Formas e processos do controle social
    1. As formas do controle dependem dos tipos de interação de metas
    2. Subtipos de poder e autoridade e o controle pelas trocas
  6. Fatores do poder formal
    1. O poder dos subordinados e a imagem de poder das chefias
    2. Prescrições para o exercício do controle nas organizações
  7. Grupos sociais
    1. Tipos de grupos sociais
    2. Fuñção e estruturas dos grupos
  8. A pressão social nos grupos
    1. Formação de ideologias na sociedade
    2. Formação de ideologias pelos grupos das organizações
    3. Doutrinação para o participante interiorizar a ideologia
    4. Aculturação nas compras e fusões de empresas
    5. O conformismo para com a ideologia do agrupamento
    6. Aceitação da pressão social para conformar
    7. Tipos de reaçõe`s à pressão social para conformar
    8. Anticonformismo e contracultura
    9. O administrador deve criar e intervir na ideologia da empresa
    10. Processo de admissão em grupos coesos
    11. Processo de escolha e admissão em grupos formais e informais
    12. Grau de identificação e grupos de referência
    13. Ciclo da entrada, permanência ou saída do participante
    14. A coesão dos grupos
    15. A pressão técnico-social nas unidades administrativas
    16. A pressão técnico-social no caso de metas co-orientadas
    17. Tornando efetiva a pressão técnico-scoial na unidade administrativa
    18. Exigências em nível individual para a eficiência
    19. A pressão técnico-social nos 12 grupos cooperativos
    20. A tecnologia permite a rotação de tarefas: caso do sistema sócio-técnico
    21. A tecnologia não permite a rotação de tarefas; caso das equipes
    22. As organizações formais
    23. A estrutura determina as subculturas da organização
    24. O ciclo deriva das organizações
    25. As organizações não só adaptam-se como alteram seu ambiente
    26. O ecossistema e a ecologia das organizações
    27. A estrutura da organização é modela pelo ecossistema
    28. A cultura brasileira e a sociedade em mudança
  9. Conclusão
  10. Bibliografia

Nas margens do Rio São Francisco, em pleno agreste, geólogos de uma fábrica de refratários situada no Sul do país descobriram uma importante jazida de magnesita. Inicialmente, foram construídas próximo a um vilarejo instalações industriais simples com o fim de extrair e dar uma primeira queima no minério antes de embarcá-lo. Com isso, surgiram oportunidades de trabalho, que passaram a ser uma verdadeira salvação para aqueles sertanejos sujeitos a uma vida de subemprego crônico na atividade pecuária extensiva ou na agricultura marginal.
Para as minas foi enviado um gerente sulista com sua capacidade de direção e organização já demonstrada, mas sua administração foi tão falha que nem ele sabia qual a razão de tantos erros. Seu substituto foi ainda mais bem selecionado, mas teve a mesma sorte do antecessor. Foram então mandados dois gerentes, um administrativo e outro técnico, porém o pouco que conseguiram produzir era irregular e de baixa qualidade. Um geólogo, contratado para estudar o problema da qualidade do minério, ao chegar, encontrou ambos bêbados e completamente entregues ao desânimo por não terem conseguido fazer pessoas ávidas por emprego virem a ser produtivas.
Aconteceu que, sendo natural do sertão de um Estado do Nordeste, o geólogo percebeu que o não-entendimento dos valores e costumes dos habitantes da região impedia o relacionamento satisfatório administração-empregados, não obstante os trabalhadores estarem interessados no serviço. Assim, coisas simples como o apito para iniciar e terminar a jornada diária não tinha o menor significado para aqueles sertanejos que nunca tiveram hora para o trabalho. Por outro lado, esperavam que o gerente, tal qual faziam os donos de fazendas, os atendesse em seus problemas financeiros, de saúde e até familiares. Depois que os gerentes compreende¬ram tais aspectos peculiares e sem alterar a estrutura organizacional, foram feitas adaptações nas práticas admi¬nistrativas, por exemplo, o número de horas de trabalho por dia deixou de ser fixo, pois o apito somente soava no caso de tudo estar efetivamente em condições para o início da jorna¬da ou no fim do turno, se a descarga do forno tivesse sido completada. Com essa e outras medidas, as minas torna¬ram-se produtivas.
Este caso mostra as diferenças de comportamentos relacionados ao desempenho de tarefas, que foram provocadas pela diversidade nos costumes de duas regiões. Não basta, pois, ao administrador conhecer técnicas de planejamento, de estruturação e outros assuntos relativos à organização do trabalho. É preciso, também, entender as pessoas, a principal matéria-prima com que lida diariamente, não só como indivíduos que são, mas principalmente como grupo, já que os serviços são levados a efeito coletivamente. Para isso, a Sociologia pode fornecer um amplo conjunto de conhecimentos, os quais precisam ser ?traduzidos? para o administrador em razão deste não ser um cientista e sim um profissional desejoso de saber como enfrentar as dificuldades que lhe surgem no dia-a-dia das empresas. Isso exige uma ponte ligando a Sociologia como ciência à Administração como prática e, naturalmente, com pilares sólidos em ambas as margens.

[...] Em segundo lugar, é preciso promover um mínimo de identificação social do indivíduo com o grupo, o que dependerá muito das características psicológicas do trabalhador alocado, como será examinado a seguir A Prescrições em nível do indivíduo Em nível do indivíduo, as prescrições são de competência da disciplina Psicologia Aplicada à Administração, restando para a Sociologia apenas os aspectos da cultura que é interiorizada pelos participantes do grupo ?sistema sociotécnico? VARIÁVEIS CULTURAIS. As prescrições que a seguir serão descritas são o prolongamento das explicações fornecidas nos Capítulos 2 e segundo as variáveis tecnologia, preceitos e sentimentos. [...]


[...] Já o conflito abordado pela Sociologia é de tipo diferente por considerá-lo externo e decorrente das interações de pessoas e de grupos na forma de comportamentos. Dessa maneira, o sentido dado ao termo é de ação, ou seja: CONFLITO é o processo de procurar obter recompensas pela eliminação ou enfraquecimento dos competidores (Horton & Hunt, p. 257). O conceito pode parecer muito drástico por referir-se aos extremos da luta armada, revoluções ou guerras. Todavia, tudo é uma questão de grau que a variável assume, pois mesmo sem mortes ocorre conflito quando o empregado, desejando o lugar vago do chefe, procura eliminar a concorrência dos colegas levando ao conhecimento da diretoria fatos desabonadores, falsos ou verdadeiros dos candidatos mais cotados para a promoção. [...]


[...] Esta é denominada pela Sociologia pela palavra status, portanto, com significado diverso do utilizado no dia-a-dia. Pelo fato de serem microssociedade, o mesmo ocorre nas organizações, como um trabalhador especializado ocupar posição superior a de um outro sem profissão definida apenas por gozar de maior prestígio. Entretanto, pelo fato de as organizações serem agrupamentos artificiais, essa estrutura de status é, em parte, criada e manipulada pela cúpula diretiva, razão pela qual preferimos chamá-la de ?estrutura de posições?, já que existe certa correlação com os níveis hierárquicos ocupados pelos administradores também, pelos especialistas. [...]

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