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Traumatismo de esôfago

Informações sobre o autor

 
Nível
Avançado
Estudo seguido
medicina
Faculdade
UFMG

Informações do trabalho

Data de Publicação
Idioma
português
Formato
.ppt
Tipo
estudo dirigido
Número de páginas
47 diapositivo
Nível
avançado
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Introdução
  2. Fisiopatologia
    1. Esôfago cervical
    2. Esôfago torácico
    3. Esôfago abdominal
  3. Diagnóstico
  4. Tratamento
  5. Prognóstico

Introdução. A lesão traumática do esôfago é pouco freqüente, decorrendo de agressões por arma branca (mais raro) ou por projétil de arma de fogo (mais comum), atingindo e perfurando o esôfago cervical, torácico ou abdominal. O trajeto percorrido pelo agente traumático em regiões combinadas, como cervicotóracica, toracoabdominal ou transfixante ao nível do pescoço ou tórax, é acompanhado de alta incidência de lesão esofágica. A lesão esofágica ocorrida por um traumatismo torácico contuso é rara. A gravidade do trauma cardíaco e dos grandes vasos, quando associados, mascara a sintomatologia da lesão esofágica, a qual passará despercebida. A perfuração espontânea é relatada na presença de vômitos incoercíveis ou em pacientes com patologia esofágica prévia. A perfuração instrumental iatrogênica durante dilatações endoscópicas, realizadas em um esôfago enfermo ou para a retirada de corpos estranhos, é significativa. A ingestão de líquidos corrosivos poderá ocasionar queimadura química, necrose tecidual e perfuração tardia. A perfuração esofágica é uma situação clínica grave e responsável por altos índices de mortalidade. Pensar na possibilidade de lesão e estabelecer normas de conduta para o diagnóstico precoce são fundamentais para se iniciar o tratamento indicado, também precocemente. II. Fisiopatologia. A evolução clínica da lesão esofágica e as suas complicações se relacionam com o local atingido do esôfago e com o tempo decorrido entre o traumatismo, o diagnóstico e a abordagem terapêutica. O conteúdo esofágico, constituído de saliva, detritos alimentares e líquido gaseificado, é considerado altamente contaminado, sendo rica a flora bacteriana, formada por microrganismos aeróbicos e anaeróbicos.

[...] A perfuração localizada no esôfago torácico com a presença de mediastinite torna a conduta cirúrgica controversa, constituindo um desafio para o cirurgião. Aliada à técnica cirúrgica, será importante a utilização precoce de medidas de suporte nutricional, antibioticoterapia e cuidados pós-operatórios em unidades de terapia intensiva. O diagnóstico precoce permite o tratamento cirúrgico imediato da lesão esofágica. O retardo na realização do reparo cirúrgico aumenta os índices de mortalidade e morbidade. Considera-se o tempo entre 12-18 horas de evolução como favorável para uma abordagem cirúrgica. [...]


[...] Na perfuração do esôfago torácico, as manifestações clínicas são mais evidentes, principalmente após algumas horas de evolução, devido à contaminação mediastinal. Os pacientes relatam dor torácica retroesternal, vômitos, disfagia e dispnéia. A queda do estado geral, a hipertermia, a hipotensão arterial e a toxemia se instalam concomitantemente. O exame radiológico simples do tórax evidenciará uma série de sinais que poderão levar ao diagnóstico de perfuração do esôfago, sendo descritos os seguintes: Sinais radiológicos decorrentes da passagem de ar através da lesão esofágica: enfisema mediastinal, delimitando o arco aórtico, pneumomediastino, pneumopericárdio e pneumotórax. [...]

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