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Resumo do livro: " O médico como paciente"

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
medicina
Faculdade
PUCPR

Informações do trabalho

Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
fichamento
Número de páginas
15 páginas
Nível
Para todos
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
1 Avaliaçao cliente
5
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  1. Escolha da profissão
    1. A vocação médica
  2. Tabagismo entre os médicos
  3. Médicos com depressão
  4. A depressao não identificada e suas
    1. Consequencias
  5. Suicídio na classe médica
  6. Dificuldade para quem trata de médicos
    1. Os honorários de colegas
    2. Reflexões sobre a profissão e a saúde médica
  7. Os médicos e as relações com suas enfermidades
  8. A utilização de serviços medicos
  9. O adoecer e a reação depressiva
  10. A ansiedade diante do adoecer
  11. Sentimento de desamparo na intemação
  12. Médicos dependentes de álcool e/ou outras drogas

Carreira é um vocábulo utilizado para os que almejam uma profissão honrável e de sucessivas etapas. A escolha de uma carreira deve durar certo período de tempo e implica na conscientização da necessidade de decidir (coletar informações, identificar opções e implementar a escolha). Algumas pessoas escolhem uma carreira por influência de outras; têm as que postergam a decisão e outras, ainda, ficam numa indecisão crônica. A escolha de medicina como carreira é geralmente imatura e a motivação dominante para tal decisão é um forte desejo de obter aprovação de pessoas importantes, como, pais e médicos da família.
Uma pesquisa com 640 médicos avaliou a motivação consciente de estudar Medicina sendo as razões: terem sido bons alunos em ciências na escola ou desejo de realizar os objetivos e aspirações da carreira atraente; desejarem trabalhar com pessoas e ajudá-las. Dos entrevistados, 60% decidiram antes dos 15 anos de idade, e 17% das mulheres e 10% dos homens decidiram antes dos 10 anos de idade.
Em uma entrevista com 60 alunos do primeiro ano de Medicina observou que 32% estavam maduros e motivados pelo interesse pela ciência e pelo desejo de trabalhar com pessoas; 68% estavam reagindo a impulsos inconscientes e a conflitos não resolvidos na infância.
Outro estudo com alunos de Medicina e Direito sobre suas escolhas de carreira, os alunos de Medicina teriam passado por doenças sérias na família mais que os alunos de Direito, e estes passaram por problemas legais na família mais que os alunos de Medicina.

[...] A idade, o sexo, a cobertura de seguro médico, associados com a gravidade do estado do paciente são fatores utilizados para padronizar a taxa de morte em hospitais. Segundo a pesquisa de Hannan o número de médicos pode ser um fator determinante para resultados benéficos. Esforços devem ser feitos para melhorar a qualidade dos cuidados no tratamento dos pacientes e diminuir os custos. O médico conhece os bastidores de todas essas características apresentadas, assim reluta em utilizar os cuidados médicos quando se encontra enfermo. [...]


[...] Em 1966, Ironide considerou que 13% dos estudantes de Medicina da Nova Zelândia do quinto ano precisavam de cuidados psiquiátricos; Hunter relatou que 18% dos alunos de Medicina procuravam ajuda nos Serviços de Psiquiatria durante o curso; Davis concluiu que 11% dos homens e 24% das mulheres no primeiro ano apresentavam sintomas neuróticos com aumento estável no neuroticismo no decorrer do curso, na Austrália. O pico da desordem se 'dá entre os médicos no primeiro ano de formando. Valko e Clayton relataram que de 53 médicos entrevistados no primeiro ano de formando 30% tinham depressão clínica definida pelo RDC; Roubem confIrmou essa cifra com 29% no primeiro ano no segundo ano e 10% no terceiro ano de fOfinando; Rucinsck e Cybulska apontaram que entre os diagnósticos mais freqüentes de doenças psiquiátricas em médicos estão o alcoolismo e drogadição com 51% a 57% das admissões em hospitais psiquiátricos, e desordem afetiva com 21% a dependendo do estudo. [...]


[...] Como colocou Rosemberg e como toda literatura concorda: o início do vício se dá na adolescência por motivos comuns que levam tantos adolescentes a ingressarem nesse mau hábito, mas mesmo o médico tendo o conhecimento sobre os malefícios, pode sofrer 'dificuldade para abandoná-Io, por empecilhos de tomar uma decisão ou pelo maior obstáculo que é a nicotina-dependência. O conhecimento que o estudante de medicina tem sobre as alterações provocadas pelo cigarro não são suficientes para que não inicie o vício ou deixe dele. [...]

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