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A cidade, a igreja e a escola: relações de poder na cidade de Sorocaba no final do século XIX

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
educação
Faculdade
UNIVERSIDAD...

Informações do trabalho

Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
14 páginas
Nível
Para todos
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. A cidade, a igreja e a escola

Entre o fim do Império e o início da República, a cidade de Sorocaba expandiu intensamente sua atividade educacional, concomitante ao desenvolvimento urbano, início da industrialização, aconteceu a transição da mão de obra escrava para mão de obra livre e o estabelecimento da República. Neste contexto histórico-social, a cidade recebeu a inserção de uma nova proposta evangelizadora liderada pelo presbiterianismo presente, também nas formas de ensino escolar. Entre as Escolas que compunham o campo educacional sorocabano estava a Escola Protestante implantada com o objetivo de atender a lacuna deixada pelo ensino público.
O presente trabalho tem como objetivo analisar como a imprensa jornalística sorocabana foi utilizada para divulgar a Escola Protestante em Sorocaba no final do século XIX. Concentramos nossa atenção nos jornais que circulara em 1880-1894, período de maior circulação de notícias relacionadas, a inserção do Presbiterianismo e implantação da Escola Protestante em Sorocaba, momento marcado por um acentuado processo de politização, que atribuía à educação a responsabilidade de solidificar os ideais defendidos por republicanos, maçons e protestantes.
Entre as Escolas que compunham o campo educacional da cidade no final do século XIX, estava a Escola Protestante, implantada com o objetivo de atender a lacuna deixada pelo ensino público, era na ocasião uma das primeiras escolas particulares em Sorocaba. A nova proposta educacional ganhou terreno fértil. Com a expansão do trabalho missionário norte-americano no Brasil, em 01 de setembro de 1869, os missionários organizaram a Primeira Igreja Presbiteriana de Sorocaba (Blackford, 1869, p.1), na casa de José Antonio de Souza Bertholdo , comerciante e maçon. Nesta época a maçonaria ofereceu o apoio necessário para que os missionários norte-americanos pudessem expandir a nova proposta civilizatória, pois ela coadunava com os interesses políticos de tal sociedade. Segundo Goldman (1980), os missionários presbiterianos defendiam o movimento abolicionista (Leonard, 1981, p. 148).
Até o presente momento é possível tecer algumas afirmações. A Escola Protestante, dirigida inicialmente pela professora Paymira Cerqueira Leite e mais tarde pelo Rev. Zacharias de Miranda, era uma escola particular freqüenta pela elite sorocabana. Com o passar dos anos, houve a necessidade de mudar o nome da Escola para Collegio Sorocabano, talvez com o objetivo de torná-la uma instituição educacional mais identificável com a cidade e com os ideais educacionais defendidos naquele contexto histórico.
Para tanto, foram necessárias várias estratégias para garantir o lugar da Escola Protestante no campo educacional da cidade, tais como: uso da imprensa para divulgar a Escola, envolvimento do diretor com a Maçonaria Sorocaba e por último o seu envolvimento com o Partido Republicano. As relações de poder mantidas pela liderança protestante em Sorocaba com outras instituições explicam que havia um capital cultural e econômico comum entre estas instituições, que garantiram a aproximação, a legitimação, a luta e a concretização de um novo modelo de sociedade, fulcrada no liberalismo.

[...] O período estudado representa um momento histórico na Província em que se destaca não apenas o crescimento do processo de escolarização, mas também, a produção literária divulgada na imprensa local, a tensão política entre republicanos e monarquistas, o desenvolvimento econômico da cidade proporcionado pelo processo de industrialização, a reconfiguração do espaço urbano, a demanda pela profissionalização, a demanda pela escolarização, os conflitos religiosos, a participação da maçonaria sorocabana no processo de abolição dos Escravos e na divulgação da ideologia republicana através da imprensa, do Clube Emancipatório e Republicano, a inserção de um novo modelo de cristianismo defendido pelo protestantismo. [...]


[...] Na primeira página do jornal, o redator afirma que seu estabelecimento fica na rua São Bento Afirma que os colaboradores do jornal têm plena liberdade de pensamento e não são solidários com a redação. As colunas eram franqueadas para assuntos de interesse público, reclamações de interesse geral, sob responsabilidade dos seus autores. O redator ao dar a localização do lugar que o jornal é feito parece querer demonstrar a importância do estabelecimento, ou seja, o jornal era publicado numa região central da cidade. [...]


[...] O respaldo oferecido pela liderança política permitiu que a Igreja Presbiteriana de Sorocaba e seus principais líderes pudessem ter um papel decisivo na política, garantindo desta forma, não somente a identidade da Igreja, mas também o seu lugar no campo político, educacional e religiosa de Sorocaba. Até o presente, pode se dizer que a imprensa jornalística em Sorocaba no final do século XI teve um papel decisivo na construção de um ideal de sociedade defendida por republicanos, que atribuía à educação a responsabilidade por estabelecer a nova ordem social. [...]

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