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História da economia brasileira

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Nível
Para todos
Estudo seguido
direito...
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Fumesc

Informações do trabalho

Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
13 páginas
Nível
Para todos
Consultado
2 vez(es)
Validado por
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  1. Economia do Brasil
  2. As reformas
  3. O desempenho econômico
  4. As privatizações
  5. A previdência
  6. A balança comercial
  7. O trabalho no Brasil

Três aspectos marcam hoje a economia brasileira: a redução da inflação a partir de julho de 1994, com a introdução do Plano Real; a abertura ao mercado internacional iniciada no governo Collor ; e as reformas de ordem econômica até agora implementadas no governo Fernando Henrique Cardoso e que serão implementadas pelo próximo governo, que na minha opinião será o de Lula do PT.
Abertura da economia ? A abertura do mercado nacional à competição internacional está promovendo modificações profundas na estrutura produtiva do país. As empresas que produzem internamente enfrentam a concorrência dos produtos importados em quase todos os setores. A qualidade e, principalmente, os preços dos produtos nacionais procuram acompanhar os padrões do mercado mundial. Os consumidores brasileiros podem beneficiar-se desse processo: de maneira geral, passam a dispor de uma maior variedade de produtos com qualidade superior e a um preço menor. Por outro lado, as empresas passam por um período de bruscas mudanças. A competição com os importados implica necessidade de atualização tecnológica e racionalidade administrativa para obter ganhos de produtividade. O maior grau de mecanização dos processos produtivos e a busca de maior produtividade são responsáveis pelo grande número de demissões nas empresas, principalmente no setor industrial. Esse fenômeno é conhecido como desemprego tecnológico ou desemprego estrutural e é um dos principais problemas da economia brasileira na atualidade.
Plano Real ? O Plano Real tem obtido grande sucesso na estabilização da economia. A taxa de inflação foi reduzida a níveis não observados desde 1957. A taxa acumulada de julho de 1994 a agosto de 1996 foi de 45%, enquanto a de junho de 1994, mês anterior ao plano, foi de 46,58%. Desde o início do Plano Real, a taxa média mensal foi de 1,43%. Em 1995, a inflação acumulada foi de 14,78%. No período de janeiro a agosto de 1996, foi de 7,71% e as previsões para o ano inteiro indicam um valor próximo de 12%. Para 1997 o governo anuncia que pretende obter inflação de apenas um dígito.
A população de baixa renda ? que não consegue se proteger da inflação por não ter acesso a contas bancárias remuneradas diariamente ? é o segmento da sociedade mais beneficiado com a estabilidade dos preços. Como os preços dos produtos não sobem mais todos os dias, o dinheiro não se desvaloriza e as pessoas de baixo poder aquisitivo podem comprar mais produtos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1995, a primeira realizada após o Plano Real, mostra algumas alterações na distribuição de renda. Enquanto em 1993 os 10% mais ricos da população recebiam 49,8% da renda, em 1995 recebem 48,2%. Ao contrário, os 10% mais pobres aumentam a sua participação: em 1993 recebiam 0,7% e em 1995 passaram a receber 1,1% da renda total. Dito de outra forma, em 1993 os 10% mais ricos da população ganhavam 71 vezes mais do que os 10% mais pobres. Em 1995 essa relação cai para 44. O rendimento médio mensal da população também cresce 30% em termos reais entre 1993 e 1995. Em 1993 os brasileiros recebiam, em média, R$ 195 por mês. Em 1995, ganham R$ 254.
Embora essa melhora não modifique substancialmente o quadro de desigualdades sociais no Brasil, é suficiente para permitir que um grande número de pessoas adquira bens que antes eram inacessíveis. Em 1993, eram 71,7% os domicílios que possuíam geladeira. Em 1995, são 74,8%. Em termos absolutos, calcula-se que mais de 4 milhões de pessoas tenham passado a dispor desse bem. Oitenta e um por cento dos domicílios, em 1995, possuem aparelho de televisão; em 1993, eram 75,8%.
Para a classe média, no entanto, o impacto positivo da introdução do real é menor. Embora também usufrua da estabilidade dos preços dos itens da cesta básica (alimentos e
gêneros de primeira necessidade), paga um preço muito elevado pelos serviços que consome. Entram nessa categoria itens como convênios médicos, mensalidades escolares, aluguéis, alimentação fora do domicílio e toda espécie de serviços pessoais. O custo de vida das grandes metrópoles brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, é comparável, quando não superior, ao das cidades mais caras do mundo, como Nova York, Paris e Tóquio.
Com um ambiente econômico mais tranqüilo, o Brasil passa a despertar um interesse maior dos capitais internacionais. Na verdade, a queda da inflação torna mais visível o potencial do enorme mercado consumidor brasileiro.

[...] Os especialistas apontam esse sub-setor como um dos mais dinâmicos da economia para o futuro próximo O DESEMPENHO ECONÔMICO PIB Após forte expansão de em 1994, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que mede a produção total da economia, cresce e atinge US$ 560 bilhões em 1995. Considerando uma população de 155,8 milhões de habitantes, chega-se a uma renda per capta de US$ Para 1996, no entanto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê que o PIB terá um crescimento real bastante modesto: de aproximadamente 2,6%. [...]


[...] A reforma da Previdência está em andamento, mas é mais modesta do que o governo inicialmente desejava. Em março de 1996, o relatório sobre a reforma da Previdência, do deputado Michel Temer (PMDB/SP), foi aprovado, mas recebeu 224 pedidos de destaque (trechos do projeto que devem ser votados mais tarde, em separado). Entre modificações que constam do relatório aprovado estão o uso do tempo de contribuição em geral, menor em lugar do tempo de serviço para efeito de aposentadoria; o acúmulo de aposentadorias somente para médicos, professores e parlamentares; aposentadoria antes do tempo apenas para parlamentares e os professores de pré-escola, 1º e 2º graus; e a criação de uma idade mínima para a aposentadoria dos trabalhadores civis 55 anos para os homens e 50 para as mulheres. [...]


[...] Esse crescimento é atribuído ao combate à sonegação, ao aumento da fiscalização e à redução do tempo gasto com as cobranças judiciárias. O governo também passa a cobrar contribuição sobre o pró-labore dos executivos O SISTEMA FINANCEIRO E OS BANCOS Sistema financeiro O setor financeiro tem sua participação no PIB reduzida de em 1994, para em 1995, quando houve uma grande crise bancária, marcada pelo fechamento do Banco Econômico e pela compra do Banco Nacional pelo Unibanco. Essa crise ameaça todo o sistema bancário, gera um clima de desconfiança e o temor de que os correntistas corram em massa para retirar o dinheiro. [...]

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