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A Lógica de Aristóteles

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
administração
Faculdade
UNINOVE

Informações do trabalho

Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
16 páginas
Nível
Para todos
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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Ao me deparar com a responsabilidade de pesquisar e escrever sobre lógica, as dificuldades surgiram desde logo. Sobre qual tema dissertar? Analisando os temas nos quais eu poderia decidir-me logo veio à minha mente, "o início". Como bem deixou claro o nosso douto professor Luis Rodolfo Souza Dantas: " Aristóteles criou a lógica propriamente dita" Em verdade, Aristóteles foi o primeiro a dar a Lógica um tratamento em separado.
A "analítica", nomenclatura da qual o próprio Aristóteles se utilizou para designar a lógica, não foi considerada por ele uma ciência propriamente dita, mas sim um estudo propedêutico. Por isso, suas exposições se conectam constantemente com o ser, como se expusesse a lógica em função de outro ser filosófico.
Mesmo assim, Aristóteles empregou ao estudo da lógica amplidão e admirável perícia.
A Dialética, onde encontramos uma tese e uma antítese, e dessas duas retiramos a síntese, esta, então, se tornará uma tese, obteremos outra antítese e uma nova síntese, e assim por diante até encontrarmos uma tese perfeita, foi a forma encontrada por Platão para se acessar o mundo das idéias. Para Aristóteles era desnecessário separar realidade e aparência em dois mundos diferentes e a dialética, para ele, era um procedimento inseguro para o pensamento e a linguagem da filosofia a da ciência, esse foi o motivo pelo qual Aristóteles criou um conjunto de procedimentos, demonstrações e provas, ou seja, a lógica, ou analítica.
Em sua lógica, Aristóteles estabeleceu um conjunto de regras rígidas, as quais deveriam ser seguidas para que uma conclusão fosse aceita e logicamente válida. A linha de raciocínio lógico er baseada em premissas e conclusões. Como por exemplo: Todo ser vivo é mortal (premissa 1), colocamos, então, outra premissa: Fábio é um ser vivo, temos como conclusão que Fábio é mortal.
O ponto de partida do procedimento lógico não está em opiniões contrárias, mas sim em leis universais do pensamento.

[...] A lógica de Aristóteles possui seis características básicas, quais sejam: Instrumental a lógica é utilizada como um instrumento, não pe propriamente uma ciência, mas seve como uma técnica a ser utilizada nas ciências; Formal estuda a estrutura das proposições e do raciocínio dedutivo, ignorando o conteúdo da preposição; Propedêutica o conhecimento da lógica deve ser anterior, serve como afinação do raciocínio. Deve ser conhecida antes de se iniciar uma investigação filosófica ou científica; Normativa estabelece meios de conformação ao raciocínio, o raciocínio coreto deve obedecer a regras, princípios e Leis. [...]


[...] No tratado do Órganon de nome Segundas analíticas, Aristóteles estuda a demonstração e a definição. A propósito, indica os temas possíveis da investigação científica, seguindo um caminho; o que apalavra significa; o que o objeto correspondente é; qual a essência desse objeto; quais são suas propriedades; porque tem essas propriedades. Assim, o método cienífico começa com a determinação de um objeto conhecido apenas pelo nome, e prossegue com a determinação da essência e da existência do objeto. A demonstração é um silogismo científico cujas premissas devem ser verdadeiras, primeiras, indemonstráveis e mais inteligíveis do que a conclusão e a causa da conclusão. [...]


[...] Das categorias em particular Não se limitou Aristóteles a uma simples listagem das categorias, descreveu, também, as propriedades de cada uma, e de diversas ainda estudou as divisões, criando a respectiva árvore porfiriana. A Substância distinguiu Aristóteles e entre: substância primeira, o indivíduo concreto; e substância segunda, as espécies e gêneros em que se dissocia por abstração. Seis são os caracteres da substância: caráter comum a toda substância, é o não estar em um sujeito." caráter de substância (segunda) é o de, em todos os casos, ser atribuída com acepção de sinônimo, porque todas as suas predicações têm por sujeito tanto os indivíduos, como as espécies." "Toda a substância parece significar um ser determinado", isto é, realmente distinto das outras categorias." "Um outro caráter da substância é que ela não tem nenhum contrário." "Além disso, parece que a substância não é susceptível de mais e de menos." "Mas o que mais do que tudo é o caráter próprio da substância, é que, conservando-se idêntica e numericamente una, ela é apta a receber os contrários." Prossegue Aristóteles, detalhando as noções de quantidade, qualidade, relação, sendo todavia mais breve com as restantes categorias, enquanto noções meramente formais. [...]

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CNBB, Ética: Pessoa e sociedade, São Paulo, Paulinas, 1993

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