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Novos Rumos e Desafios do Texto e da Produção da Leitura na Escola

Informações sobre o autor

 
Nível
Para todos
Estudo seguido
educação
Faculdade
UNINOVE

Informações do trabalho

Data de Publicação
Idioma
português
Formato
Word
Tipo
estudo
Número de páginas
10 páginas
Nível
Para todos
Consultado
1 vez(es)
Validado por
Comitê Facilitaja
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  1. Contextualização Histórica
  2. Conceitos de Leitura
  3. A construção e a Compreensão do Leitor Autônomo

Este artigo tem por objetivo enfocar algumas questões não estritamente metodológicas, determinantes para o êxito do trabalho com textos na sala de aula. É necessário alfabetizar os sujeitos letrando-os, já que a alfabetização refere-se ao domínio do código e o letramento diz respeito aos efeitos desse processo. O trabalho pedagógico deve ter como ponto de partida e de chegada diferentes tipos de textos, pois, assim, haverá a evidência de uma preocupação com o uso da língua e com as práticas de linguagem.
Muito se tem discutido a respeito da leitura na escola, principalmente no que se refere aos métodos de ensino, de certa forma havendo muita celeuma com relação a questões de ordem prática. Assim, este artigo tem por objetivo enfocar algumas questões não estritamente metodológicas, determinantes para o êxito do trabalho com textos na sala de aula.

[...] Nesse sentido, as diferentes formas adotadas pela escola para o ensino da leitura apresentam, implicitamente ou não, determinadas concepções de leitura e de leitor. Assim, torna-se necessário refletir sobre o que a escola pensa sobre a leitura e seu ensino naquilo que se refere à relação entre o texto e o leitor. Analisando alguns trabalhos da UNESCO, instituição que tem influenciado as diretrizes educacionais para os países do Terceiro Mundo, Perrota (apud SILVA e ESPÓSITO, 2002) põe em destaque a evolução dos conceitos conferidos à alfabetização e consequentemente da leitura. [...]


[...] Porém, ao expandir-se e transformar-se, o conceito volta a ser associado à simples ideia da aprendizagem da leitura e da escrita ("entropia" do processo), tendo como condição necessária a oportunidade de matrícula e permanência bem-sucedida numa escola básica por, no mínimo, quatro anos. Isso porque a alfabetização volta a ser vista apenas no contexto de sua realização básica, não havendo uma proposta de formação de um leitor crítico que possa refletir sobre a sua realidade como um agente sócio-histórico e transformá-la. [...]


[...] Em linhas gerais, isso significa dizer que, no processo das relações de ensino em sala de aula, as práticas da leitura de textos, de produção destes e de análise linguística não podem ser tomadas como atividades distantes, mas interligadas na unidade textual, seja como objeto de leitura, seja como resultado da atividade produtiva do estudante (GERALDI, 2007). A reflexão linguística se dá junto com a leitura, concebida como não mecânica, para se tornar construção de uma compreensão de sentidos veiculados pelo texto, e à produção de textos, quando esta perde seu caráter artificial de mera tarefa escolar para se tornar momento de expressão da subjetividade de seu autor, satisfazendo necessidades de comunicação à distância ou registrando para outrem e para si próprio suas vivências e compreensões do mundo de que participa (p. [...]

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